7 de outubro de 2010

Como se fosse aquele vento, litorâneo
Em tudo toca, mas em nada fica.
Uma viagem que faço, uma ida
Sempre com uma volta ...

As vezes falo sem ser,
E então me dizem se sou.
Compreendo a falta dos dias,
E assim lhe faço uma poesia.

E como não sei fazer uma canção,
Ouço tua voz e me encanto.
Aqui jaz um recomeço
E lá longe, parte mais um navio.

Leva pra longe o desespero
E nos faz ondas deslizantes.
Carrega consigo os medos
E nos desperta a vida, uma vida toda.

"É como se uma máquina de ferro fundido tivesse passado por cima de mim, em cima do meu corpo. Porém, ainda não havendo força e vontade...