6 de dezembro de 2010

Escrevo como quem faz desenhos
Meus versos são porcelana, sempre limpa
Nas diversas estantes, tem vida como se cuida
E tem brilho como quem ilustra, o espelho
Aqui não reflete como quem se olha
Basta ver para sentir, como o compasso
Sem entrelinhas nas distâncias, só distância
que se acheguem como quem bem quer
Para onde corem os sons dos ventos?
De lá pra cá, sempre se perdendo
Tem algo mais que se encontra
Não precisa entender, se entenda
Tens os medos como parafusos
E que se encaixam direitinho nas coragens.

"Sonhe e delire nos dias
Detenha-se e não deixe
Ser detido,
Cora quem também
Caminhas,
Faça como quem não pensa
Pense como quem não fala
Perceba,
Que porcelanas são sensíveis
Mas nunca destrutivas."

O elixir da vida

Que frui como fumaça espessa e sem pesar Não faz desvendar nenhum mistério Onde olhos algum vê, sente a alma e morre o corpo E no além d...