Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Guardo comigo tudo o que resta,
Um sopro do vento, o desejo de ficar
Porque sempre preciso partir, ir
Sabendo que volto, que tudo de mim
Também se vai, sopra o vento
E em nada fica, tudo toca
O magnifico tempo que paira o instante
È mais do que ter tudo, só isso basta
Porque percebo, que astros palpitam
Nada além disso, eu mais vivo, sinto
Permito, até ver a lua que brilha
Alta além das estrelas, sei que posso tocá-las
Nada é tão distante, quando me aproximo assim
Do modo que quero, possuo, mesmo sem verem
Porque de tudo me despeço, e em mim, fica
Aquilo que permanece dentro, imagino
Vivo, desminto os sonhos, realizo!
O sono vem bater em meus pensamentos
Leva para longe o anseio de querer ficar desperto
Lá fora cai a madrugada, que logo trará o dia
Que me está enfim, reservado?
Sonho para descobrir o que trás o amanhecer
Me transformo nisso, que sou
Simples como a noite, lúcido como o dia
E inda que custe-me tempo para adormecer,
Sobressalto tudo, sabendo que até o amor passa
E nada fica senão o que somos quando pensamos
Em ser o instante que trás o outro lado de nós,
Interiormente...
Um desejo terno em querer adormecer,
Mas nada tece os olhos, a caírem
Sobre a mesma dormência que penso existir
Tão profunda em mim, que abre uma porta
Desenhando os pensamentos, onde tudo
Vai tomando uma forma, sensível
Desperta-me profundo anseio em tê-la
Tão perto a dividir este campo
Que sozinho caminho, a buscar-te,
Sem saber por qual razão de estar aqui
Um poema que nasce ao poente do meu pensar
Que trás para tão perto a existência
De um ser intocável que alcança, este delinear
Que desenvolta as curvas de uma longa estrada
Que percorro sombrio e mudo
Um desejo estranho de estar e nada ser!
De chegar e em silêncio ficar,
Desejando apenas o tom meio da luz
Que palpita um novo sonho a sonhar,
Enquanto desce esta quente brisa do corpo imóvel
Decifra-te musa de longe, que se aproxima
Que toco ao olhar sobre a lua que tudo alumia
Sonho meu, que em si divido
Para que dois se tornem um,
E um sejam para dois que tão somente
Despertam o cair da madrugada que inspira.
                    //.
Esta canção, embala o sentido
Que de dentro, toca, sutilmente
Um enredo perfeito, de um sonho
Intocável, por todos os males
Dança a cortina, e entra o vento
Sonho-te só de fitar o que penso!
O que tanto penso? Que tanto sinto?
Senão existo por fora, pois há dentro
Dentro de mim, um embalo descarrilado
De um trem a despencar, pausadamente
Sobre um horizonte desnudo de tudo
Envolto a mim, e nada tenho, senão te sonhar."
                     //.

terça-feira, 7 de julho de 2015

"Um verdadeiro encontro, quando se morre para si mesmo."