21 de junho de 2016

"Era tudo muito ocioso,
O tempo, as horas, os instantes
Nada mais era do que nada,
Não se podia nem somar
Os dias que se foram e partiram,
Uma melodia que jaz mórbida
Teimava em ficar, insinuar temores
Mudos, onde tudo o que passava
Se desfazia sempre no revirar dos olhos
Era um silencio destemido, teimoso
E nada mais era que um tempo a findar
Um outro tempo, que agora morto,
Não mais ocupará nenhum espaço
Agora o frio mortal do inverno,
Renova cada badalar desse relógio
Que desenha a melodia intocável
Jaz eu um sonho sem igual,
Jaz em tudo um futuro ideal,
Onde nada se mistura, senão o que há
De levar nessa bagagem, chamada Alma."

1 de junho de 2016


Ora, minha pequena!
Não se preocupe tanto em pensar.
Note bem, tudo passa, quanto o vento.
E nada fica, senão nós no instante.
Em que tudo passa, não se preocupe tanto.
Isso tudo, logo vai passar.
E você estará inteira! "E"Talvez eu, em pedaços,
Mas será o que me resta, a continuar,
Não os fragmentos do que antes foi
Não se preocupe tanto, pequena
Chove lá fora, mas o sol, voltará a brilhar.

Rufa o tempo sobre essa silhueta

Imagem do inenarrável sentimento Que faz ressuscitar perfeita ponte Onde brinca as ondas de águas claras Riacho profundo, chamado sono D...