Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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sábado, 31 de dezembro de 2016

"Sim, muito se passou, até aqui
e agora a engrenagem, gira, roda
dispara e encerra mais um círculo
do qual passamos, como tudo passou

Em dias e horas, em altas marés
diversos segundos, e devastantes tempestades
que nos soaram o medo e nos deixou
em casa para refletirmos em nós, o que somos

Estas reviravoltas, em desastres que não mudam
antes eu tivesse esquecido de estar, viver
fazer como quem se quer compreende, e fluir
como furioso rio que rasga a terra e vai pro mar

Seno eu meu leito de origem, estaria acolá
a mover os momentos e nada estaria perto de mim
senão aquilo que nos faz bem, como mares de bens
deixando a deriva os pesadelos, transeuntes alheios

Não é o fato de acabar um ano, que nos envelhece,
mas cada dia que se esvai, e deixa
em nós a certeza de que crescemos, e pouco somos necessitados
de tudo quanto fazem igual, sejamos diferentes,

Indiferentes ao mundo decadente,
Não há festas, mas depravações...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Deixe-me entender este seu caminho,
Ver-te pelos passos, e amar-te pelos defeitos
Que expressam teu ser profundamente,
Assim se faz existir teu interior, declina...

Teus pés as rochas, e faz existir
Um aroma, chamado também, coração
Inspira os medos, e faz-me ir,
Sempre além do que dizem ser

Porque em mim, tu és, fonte real
É desejo contido sobre mim, para as coisas
Que passam e deixam falhas,
Porque meus pés, são vida que inspira

E me guio pelos teus passos, Soberania
Como tal divindade que em meu ser,
Faz-me crer que além de mim, há outros
E vivo, desperto como um rochedo alto

Que supera os descaminhos, e se encontra
E morre sempre para os ruídos, pois prefiro ver-te
Oh vida! Divina ...
Sou teu sonho, assim realizado.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Incrível esta paragem do tempo,
Em meio a este silêncio, e falas
Em meu coração, que se quer tem palavras
Uma mera demonstração, teu olhar

Ouço teu fluir, dizendo me amar
Deito-me ao teu peito, e me silencio
E todos os medos se partem
E vem teu coração falar ao meu

Acalmando minha tempestade interior
Não, a alma não se agita, e nem quer atenção 
Destas coisas que me fazem duvidar, te espero
Diante destes rochedos, que findam a noite

Não te quero feliz como este regaço de flores
Mas triste, para eu te ver, te notar
 E interiormente conhecer-te, sem notas
Sem dúvidas destes turbilhões

Deixe-me quebrar estes rochedos
Que te assustam, e me deixa te ver pelos defeitos
E deixa-me silenciar o mundo em ver-te só,
Para minha ser, e me realiza, sem te conhecer!

sábado, 17 de dezembro de 2016

Uma onda, leve onda de um vento
Solstício, que percorre este campo
Vasto, onde me perco, e acho o que se perdeu
Nada em mim, é segredo, mas sou mistério
 
Estranho este modo que vejo isso passar
E passa por mim, uma borboleta
Verde, lilás, em vida sem flores
Pousa, mas logo parte feito o vento
 
Que em mim veio, mas se foi também
Como venho e me desfaço,
Um rio que corre, vagamente em meus pensares
Que desenham um mundo, silencioso
 
Distante e alto destes muros, que cerca tudo
Tudo como pessoas, a fingirem os sentimentos
Me despeço e canto feito um pássaro,
Em poucos versos, que fazem canção
 
Não desse amor, que paira sozinho
Fingido e sem sentido,
Mas por este coração, que mais sente
Do que fala, e assim, vive plenamente,

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Tende-se-a atrair, descobrir
Por pessoas que se vestem
Fingem ...
De roupas diferentes
È só isso que muda."...
Meu fascínio de
Sair dali, era mera ilusão
Eu estava preso a meu fascínio,
Me desprendi ...
Foi aonde eu nasci, longe
Descobri ...
O mundo, é uma ciência sem explicação."
 
Não, nós nunca falamos sobre os números
E sobre o três, ora, eu nem sei o que dizer
Mas pressinto isso, como um incomodo,
Que agora desce e transforma o nada em algo
 
A sensação do vazio, em mais belo poema
Não de amores perdidos, e paixões destruidoras
Mas falo disso, como quem vai escrevendo
Deixando verso a verso, formar um legado
 
Correndo por estas trilhas, por entre as folhas
Molhadas e secas, ouço o chiar das árvores,
Isso enquanto corro ao encontro de mi mesmo
Cada gota que escorre sobre as folhas
 
Entoam uma canção, inda que eu não ouça,
Estão lá, uma por uma a formar ruídos
Sobre mim, escorrem gotas libertinas e titânicas
Não de prazer pela mulher do outro lado
 
Mas pelo prazer em existir e dar-me
As necessidades que em mim há,
Acontece que sou tudo para mim,
Nada para ninguém, existo e julgo a natureza, minha.

domingo, 4 de dezembro de 2016

"Porque nunca será possível,
que nosso impossível, desvende-se
Derradeiro, sem acontecer
Revelou-se no pensamento,
Agora exterioriza um movimento...
E então, ele acontece, num instante
Onde o impossível, realiza-se
Nos interiores mais profundos."

sábado, 3 de dezembro de 2016

"Nada, nada se compara a isso,
Que me faz chorar, assim sem razão ao ver
Porque nada do que vejo, faz-me sentir
Isso, que de tão grande, faz todos duvidarem
 
Esse silêncio que chega e dá-me respostas
A tudo quanto confunde, e faz-me se perder
Mas hoje me encontro aqui, diante disso
Disso que faz-me vivo, e revela-me
 
Que antes de mim, há os outros
E posso viver melhor pensando neles
Não só em mim, porque o mundo,
Não giro apenas em torno de mim
 
Isso que vem formando meu olhar, traz- me certezas
Certezas de que não são as mulheres, minha fonte
Não são os tesouros materiais, que torna-me isso,
Que sou, bem, quase nada sou, apenas existo
 
E nisso, a minha única verdadeira razão é acreditar
Que preciso ser o silêncio quando há tumulto,
Que preciso me calar, quando me falam
E preciso estender as mãos, a quem me fez cair...
Cala-te pelos olhos, e sente os ouvidos
E paira os passos, mudos sobres os cantos
Numa fração de segundos, o que muda?
Que canção tocam as aldeias distantes?
Mudo o criado, que de longe transpira...
Calado e imóvel sobre este canto quieto
Pois tão somente observa tudo que passa
Soa a impressão, mas nada é, porque passa
A impressão do vento sobre esta janela paira
Que nada mostra, senão teu altar para a vida
E nada é real, até que seus olhos o vejam."