Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Além disso, há um lado superior aos nossos próprios pensamentos! Nada do que vemos, nos torna da forma que pensamos, estou certo de que erro tanto em acreditar no que vejo, como penso. É o que paralisa meu ser, e me despersonaliza, isso porque meu erro é acreditar que exista quem nos entenda. Se eu pudesse desprezar o mundo, seria eu mesmo teu profundo abismo. Levando a todo instante estes malfeitores que prega-nos a vida. É uma atitude nobre querer ser só, e não afligir os outros com nossas terríveis sensações. Eu preferiria ecoar como um uivo noturno a propagar os medos pela selva. Alarmando as almas por entre as copas altas das árvores, eu ecoaria, e logo desapareceria. Se eu pudesse escorrer como as águas desse rio, seguindo noite afora, até pela manhã cair no mar e fazer navegar as mais pesadas e misteriosas embarcações. Sou uma sensação de mim mesmo, que não sabe mentir e nem fingir. O sol que alumia este corredor, é o mesmo que fugiu daquele mundo distante que está apenas do outro lado. Sinto febre, e diminuo a sensação de sentir escrevendo. Sonho confuso è a realidade! Não sei o que sinto quando olho, mas diz a alma, que nada surpreende além do corpo que forma o mundo pelo seu impressionismo de ilusão.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Há sol nessa manhã,
E me sento generosamente aqui
Sem pensamento, para saudar o olhar
Os raios que aquecem meu corpo
E noto o quanto isso me basta!
Há sol e céu azul
Não há vento e nem frio
As plantas se movem, porque as mudo de canto
E ali inerte, cada uma delas
Como as minhas flores,
Não me basta ver e tocar apenas
Hei de nesse instante regá-las
Como uma criança que faz seu primeiro desenho
Sem medo de errar, faz brotar a vida
Assim escorrem as águas
E me deleito no silêncio de fechar os olhos
Agora que há um leviano vento
Dançam as folhas e leva para longe,
Todo maléfico desassossego!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O elixir do sonho

Há um som refinado, que vem de dentro
Que abre a porta, e nos faz navegar
Rodamoinhos que aos olhos nos transportam
Para os ramos das aldeias, onde respira a alma
O corpo reinando sobre os medos e temores
E se abrem as janelas e desfazem as têmporas
Vagueando por entre as colinas do inferno
Onde multidões são todos desertos
Tarde fria e sem brilho...
E rodam as nuvens  e se desfazem
Clamando os ventos a tua chegada
E repentinamente sobre as indas e vindas
Me refazendo as malas e deixo-me a embarcar
Navegando e e conduzido pelas estrelas, sem paixões
E sem razões, e não há guerra
E nem corpo  mutilado, sem destino certo
Dormindo o futuro, desenhando o presente
Que divido com ela, morada de meus sonhos
Som das águas tranquilas, afrontando as marés
E ultrapassa as linhas que me dividem
Me torno inteiro em amar-te
Farol absoluto de um inteiro mar
Que não são ilhas e nem abandonos
Vagueio sobre mim de vento e popa
E sobre este vento, direciono as bandeiras
Que são teus olhos e porta e janela
E junto vou ao teu Elixir do sonho de ti
Distante para realizar, o reverso de falar e sentir, e então...
"VIVER."
…A Rossane Sales

terça-feira, 18 de julho de 2017

Ahh! Esse barulho ── Ninharias... O barulho do trem passando-se pela última vez. E os ruídos de madeira, casa antiga. As montanhas cobertas por uma massa branca, nuvens pesadas. A chuva se aproximava ── O freio do trem soa como um apito, e para-se. Mesmo de longe a janela entreaberta deixava os urros dos ventos não escapar. Os grilos, vaga lumes sobre o pequeno lago o chacoalhar das copas das árvores. A lareira queimava a lenha em brasa, o olhar que parecia domar as chamas, via-se aquecido. O telefone mudo, e as casas distantes, com luzes de quartos acesas. Se esvai ao longe dos terrenos silêncio sepulcral ── Venta... O telhado por partes percalça acabava por murmurar em sua madeira. Pestanejava as janelas, os vãos as segurava firmes, mas o vento parecia voraz, e tudo querer devorar. Luz-Cristalina, se mostrava ao norte, entre as montanhas, a iluminar... O badalar do relógio ── Tic-tac... O inverno recém-chegado, já se enamorava entre a flora, verde e vasta. Escondia lugares... O sangue pingava no papel, um rufar suave a cada gota que pairava sobre a folha, as cortinas dançavam. A luz de vela, a casa de campo parecia mais um lugar de dar arrepios. Talvez pela sua aparência antiga, velha ─── Se levantou e fechou as janelas, uma pequena dose de conhaque para molhar os lábios e queimar a garganta. Lá fora... A primeira gota da chuva tocará a janela, ali frente a lareira. A aurora negra da noite, a lua mansa descoberta iluminava os campos, e a chuva timidamente caía. As árvores agitadas, deixava escapar algumas folhas, uma fonte e um norte. Alguém estava no porão ── Revirou os olhos, e então vagamente seguia para lá... Mais uma gota caía no papel, era como se fosse as batidas do seu coração a cada passo. Uma maneira de contar os segundos, falava ao girar a maçaneta da porta: ─" Meu coração não bate mais... Eu preciso de outra coisa." Os lobos em sua matina uivaram alto, e seu ouvido pairamente recostou-se a porta, os olhos arregalados. Enquanto pairo o homem alto e robusto travado a entrada daquela porta de carvalho antigo ── Luiza abriu a porta vagamente e ali estava a imagem sonhada, de um amor que antes perambulava a casa vazia. Tudo lá fora era assombro e escombros. Os ventos faziam a casa ranger pelas colunas envelhecidas, tornando as ondas do mar audíveis ao debruçarem as rochas que perambulavam cercados marítimos. Sombras dos pensamentos se desfaziam, a lua em meio as cortinas d'agua, os quadros empoeirados pareciam criar vida. A porta pairou assim que Luiza desprendeu os finos dedos daquela maçaneta que antes gélida, agora parecia aquecida pelo calor de seu corpo, que revivia. O sacolejo sobre a relva, fazendo as flores dançarem e cada arbusto a se desfazerem parecendo abrir caminho. Os relâmpagos trascendiam as altas janelas, trazendo luz na escuridão. O movimento de Igor que antes imóvel, seguia degrau por degrau, enquanto Luiza cuidadosamente tocava parte de seu ombro. Os olhos se encontravam por vezes e não era necessário o despojar das palavras. Placidamente os pássaros noturnos entoavam suas canções de ninar em meio a seus esconderijos, e a ascensão caía vagarosamente perante a melodia causada pelas gotas da garoa, deixando a casa suspensa e oculta, nada se aproximava. Os montes treme luzindo sua claridade diante da majestade da noite. Silenciosamente se desfaziam os ruídos, das entranhas da ferragem velha. As ilhas distantes pareciam estarem ali, como porto para a morte e suas parafernálias. O piano reluzia, e o instrumento de cordas cabia bem aquele homem chamado Igor. O coração de Luiza, já batia novamente desfazendo daquele passado, que agora se deitava aos trilhos molhados  ──  Onde vagões pesados, tudo destruía! Não restava nada, senão o fechar dos olhos, para ouvir o entoar de cada nota, formando bela canção. O pedido que faz a vida para viver, insistindo que não pare! As teias não eram nada mais senão linho macio para se vestir e deitar a beira da lareira ── A chuva cessava e a floresta titânica abria-se feito horizonte, e os orvalhos brilhavam a luz do luar formoso. Tal como a cor dos olhos de Luiza, que suavemente aceitava o pedido que lhes dava a vida, um beijo ardente, onde as mãos não precisavam encontrar o corpo. Aquecidos pelo fogo ──  ... As cortinas se abriram, e não havia mais ruídos, apitava o trem a partir. E os lobos seguiam tuas trilhas (...) Igor, condicionado a liberdade, enfeitou cada cômodo com canção que antes esquecida, agora como. solstício do mais belo e longo inverno ── A vida tomava sua forma, e os pássaros cantavam a chegada do novo amanhecer. Até que Luiza, despertara do sonho. E Igor d'outro lado, buscava encontrar em teu sonho Luiza ──  Era inevitável de que ele não realizasse ela em seu sonho e ela em teu mais puro querer. Tornou-se ela praia e ele cais. O revés da tempestade.

Tem flores azuis e faz-se tarde fria,
O céu esta nublado
E tudo parece fluir em meio a neblina que vem da costa do mar e cobre os  montes
Colorindo meu momento teu sorriso,
Teus fios claros de cabelos,
Valsam a passagem do vento
E te pensar me aquece
Apetece-me realizar a tua chegada
Não há hora que obscureça
O amor que sinto por ti
E eu volto a me sentar a janela
Observar a tarde que se finda
E calmo em meu ser
Vago para além desta mortalha invernal
A mesma que cobre o horizonte,
Mas deixa-me te regar, flor lilás de cabelos claros
Tua pele refletida nesta pétala que com cuidado, toco
Ah, teu perfume doce fonte de inspiração
Há frio, e nesse silêncio
Sou tua semente, para te fazer florescer,
R-osa linda, intocável pelos males
O-h! Lirismo belo e inenarrável
S-uspendendo as ilusões, realizando
S-imploriamente a extremidade, entre o campo e a cidade
A-utenticando o caminho que antes dois, se fazendo um
N-aufragando os pesadelos, transformando o que era uma vez
E-u te amo! Mesmo com o arranhão do espinho desta Rosa!

Não domino mais minha inspiração
Pois não recuam de mim as palavras
Sem perceber fico perdido nas rimas
Que o vento sopra em minha direção

Ouço cada barulho vindo do mar
Sinto a suavidade gostosa da brisa
E junto com a inquietude das ondas
Minha alma se destina a poetisar

No embalo do vento, me atento
E arrisco sonhar cada verso
Que agora desenha a noite sobre a praia
Solitário como sou as vezes

A reserva da hora que carrego
Ao léu do estar aqui e agora
Feliz sem que haja razão maior
Senão a de simples existir

Silencia os medos, o que outrora era presente
Agora flui as ondas a inspirar
Mais bela canção para bailar a alma
Enquanto tudo sonho a viver, simples ser.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Aquilo que tudo machuca



Os fantasmas tornam aos ouvidos
Estórias que não se vive e mem se vê
O inferno em profunda fervura
Quebrando os galhos, que se quer possuíam flores

Limosas plantas se desfazem, lamúrias ocultas
Por gestos antes impensados, fulmina o corpo
Destilando nos pensamentos a sangue
Maléfico modo de não existir e inventar a própria destruição

Pisca e encara fora da realidade
Cega e mente a colheita em inferno de combustão
Sementes mortas, fruticando o ar das mentiras
Condenando-os as ilusões de seus labirintos

Os andares amaldiçoados, abandonados
Como profetas pelas calçadas
Que nada vestem, mas não se entregam ao sistema
Que conduz e desfaz os sinais que criam

Laqueando as mesas com cremes caros
Onde o gosto é de podridão sendo mastigados
Aos dentes ferventes de glórias mundanas,
Pisca e encara! Mestres e esquadrilhas suicidas

Para as faces sonolentas, fora de tempo e órbita
O suor de gotas de açúcar escorrem
Como linho de morte e nem percebem
A morte falar em tua língua e escorrer o funeral pelos dentes...

sábado, 15 de julho de 2017

"Madrigal

Trilhos a meio fio dos pensamentos,
Declinam a paisagem do horizonte
Diante de tantas estrelas, o vislumbre noturno
Surge a silhueta que ritmada, entorpece...

Nem som e nem movimento
Nem dor e nem sofrimento
Nem pensamento e nem desalento
Nem sempre igual, e desliga o telefone

Composição filosófica, distinta
Impulsionando as mãos as tuas costas
Para vesti-la, como ouro refinado
Ao fogo ardente de teus fios de cabelos claros

O desfecho da tarde que cai
Trazendo consigo noite mais profunda e bela
Em meio aos teus passos, te encontro
Para neste vasto balé estelar, amar-te

Tua mera paisagem em ledo
A que toco gentilmente, para voltar
Feito rio que rasga a terra
Para meu leito de origem, teus braços

Para / ...
Rossane Fonseca,
Com afeto e reciprocidade

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Incognoscível...

O silêncio /
Que nada conhece, senão esta paragem
Faz tudo crescer vagarosamente
Desconhece /
Como um sonho partido
A razão, de nada ser
Tudo tocar /
Sobre um campo vazio
Onde os instintos,
Perdem-se /
Na lamúria da vida
O corredor imóvel
Intocável /
Todas as faces assombradas
Olhares partidos, transfigurados
Um solo entre quem fui a pensar
Para tudo quanto me tornei
Uma linha tênue,
Nas entrelinhas /
Cântico que não se reconhece
Nota para todas as canções
Mar de oceanos infindáveis

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Chuva silenciosa

Um trovão parte o céu, e clareia meu horizonte
Rompendo as mentiras e cordões
Nos ligando a vida, hei Senhor
Cego estive pelas veredas e ruelas
Não havia luz, nunca pude pesar minhas mágoas
Assim, não foram dores, nem tampouco ruínas
Lançando raízes, um dia acordei
E não mais era eu um sonho, mas um plano...
As nuvens percorrem e encobrem o sol, mas se desfazem
As faíscas das brasas se levantam e voam
E sobre todo campo, às águas correm
Escolhi assim, não ser o mar
Mas a fonte, que faz nascer os rios
E regar os carvalhos e pinheiros
Eu escolhi imortalizar minha alma,
E aniquilar as ondas das minhas imaginações
O mal que assolava o mundo, em mim, não tinha efeito
E quando eu encontrava as trevas
Minhas tempestades faziam atemporal
E lá, além do além, eu no oculto deixava de existir
E suplicava a voz que acalmou os mares.
E se viravam as páginas, e tudo se fazia novo.

domingo, 9 de julho de 2017

Porquê o diabo surgiu em meio ao vento...
Tocou as folhas e se rastejou pelas sombras...
Aproximou-se da janela e moveu as cortinas
De um lado para o outro...
Sucumbiu na lua, e a fresta da luz alcalina entrou no meu quarto
Eu fui silêncio... Inerte, a olhar o quadro pendurado a parede
E caminhava ainda nas trevas, forte e impenetrável luz
E disse meu coração:
"Com tanta conversa sobre as trevas. Todos se esquecem de que sem luz, não há sombras."
Eu caminhei até a janela
Repousei as mãos,
Vi e senti as flores
E nada havia além
Daquilo em que eu cria...
O inferno se desfez a passagem do vento, que vinha do Oriente
A lua permanecia, titânica e intocável.

Trino

O poema perfeito, sempre falha quando tento escrevê-lo. Porque tento, apenas. Não concluo, não invento, porque não sinto a perfeição nas dores do mundo. E não é porque escrevo com as minhas mãos que a poesia é minha. Além deste corpo, habita uma alma. E além dos meus gestos que terminam sempre a virar as páginas, fazendo de cada dia, um novo prefácio. E que há um mundo, cada um dos pensamentos, os destruo. Para o dogma que há além do olhar."  

    ♚ (Poeisis) ♚

sábado, 8 de julho de 2017

Tudo me sonda, nada me toca

Tudo me sonda, nada me toca...

Este amor, que não toco
Que tenho, vaga ao longe além dessa lua
Atenuada ao céu escuro de incontáveis estrelas
Faz-me te alcançar, além-mar

Sou a onda que te busca a eira da ilha
Escondida ao longe deste meu horizonte
O farol de teus olhos se acendem
E navego a bússola do teu perfume

Amo-te para mutilar os males
E criar nova realidade as minhas cores
Descendo a vida, para que eu não viva, apenas
Mas me complete ao te achar

Pois sou uma metade perdida
As ilhas, os outeiros, os altos picos
Dos quais busco, desfaço ao léu
Para te achar, minha Lua de prata,

Estou perplexo, como se a realidade não passasse do sonho. E tão somente pudesse me sentir vivo, ao sonho quando durmo.

Os escombros se desfazem...

Os ventos traziam consigo a sensação
Do inimaginável, os olhos se fecharam
E os pilares que sustentavam as estátuas
Tão antiga quanto a lei do elixir

O segredo oculto da alma a realidade
Debruça os sentidos, e as sombras se desfazem
O frio inerte, como todo inferno gélido
Ruminando meu coração, desfazendo a vida

Brotando o assento frente aos jazigos
Mórbidos de almas mortas e adormecidas
Que teimam em nos contar as verdades
De homens mortos, que nunca contam mentiras

Reles mortal que sou, a fugir dos amores
Amaldiçoados pelas letras, sinto meu espírito
A vivificar-me sem o Ego do alter
Conduzindo-me além do véu da estrada

Uma mortalha que indica o mais brando caminho
Ora, este altar me silencia, e sou um todo erro
De não querer estar, imperfeito ser
Aprimorando em mim, o que sustenta

O perfume do carvalho, a porta entreaberta
E descaminho dos sentidos da falsa realidade,
Vislumbra o outro lado da vida
E me encontro ao se perder destes ruídos das engrenagens...

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Sento-me aqui diante da paisagem

Caindo a noite, vejo as estrelas, incontáveis
A luz que está além desta mancha humana
Faz-me calar e sacrificar meus anseios
Para que eu possa ver além dos desejos humanos

Outrora, aqui chorava uma criança
E agora ela sorri, como flor a nascer
O mundo é uma inércia, e são fantoches
Transeuntes da madrugada, amantes de corpos

Minha dor em mim se cala
E vejo daqui sentado
A tempestade além das ondas
E não posso me calar neste caminho
Porque meu passado se perdeu de mim

Sinto um deixar de mim, e chega
Como habitação intocável, sou altar
Feito um simples instrumento,
Que se deixa tocar, infinita canção

São rios que guardo
Sou comporta que se abre
Rios e eiras para o vasto mar
E comporta para suportar as tempestades.

Os uivos noturnos, ecoam como pensamentos. Nos transmitindo as sensações que nos transportam para onde almejamos chegar. Os olhos se abrem para prestigiarem a realidade, não como vemos, mas da forma que de nós é alicerçada para nossas almas. Tenho pensando no quão somos folhas ao vento, em que pensamentos nos levam, outros nos trazem. Somos dirigidos pelos sinais da vida, e querendo ou não, tudo que nos passa, é parte de um aprendizado. Somos parte de uma ocupação celestial. Não são as pessoas que nos levam, nem tampouco as dores do mundo que nos fazem parar.

Oh minha alma,
preciso ter uma conversa séria com você.
As vezes eu não te entendo bem.
Venho percebendo,

E nem queria dizer.
Tudo que eu vejo,
Não faz parte da minha fé.
Percebo tanto,

E isso me faz tão mau.
Me alisto de joelhos e choro,
Para que amanhã a alegria me chegue.
Não a alegria em dizer amar, e fingir.

A certeza do meu futuro, está além das menções e ditados.
Evoca-me os ventos e purifica-me,
E liberta-me de mim mesmo.

Pois os ventos são teus anjos,
E meus pensamentos não são Teus,
Senhor, Governa-me inteiramente
E mostre-me o caminho que devo seguir.

Sou morada do Teu Espírito.
E sobre mim,
Derrama tua unção,
Para que eu não seja o sonho que sonhei.

Mas seja feito chuva a lavrar os campos,
e sol para alumiar as estradas,
Como límpido farol.
Eu te amo, mais que Tudo.

Corro para Ti.
Não há outro que me enche de alegria e paz.
Eu quero Te amar,
Como nunca amei alguém.

Eu quero me perder,
Nos Teus olhos de amor.
O meu coração é Teu, Senhor.
Cura-me em pensar que sou,

Livra-me de fazer o aquilo que conscientemente erro.
Onde quer que eu vá,
E onde quer que eu busque.

Não encontrarei senão em teus rios,
Água de uma fonte inesgotável.
Que sacia minha Sede,
Eu buscarei Teu rosto,

"Onde quer que for."

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Anátema

Contemplar o sol, sentado a varanda
Enquanto parte o vento, e de onde vem
Nem mesmo sei, sinto de olhos fechados
Vejo os galhos balançarem, as folhas caírem

O corpo rejeita em querer, o corpo que passa
É como uma náusea da alma para a Anátema deste século
Observo as construções, e tudo é rasto de morte e destroços

O inverno traz consigo ascensão
Dos que não se percebem,
Não vivem e se trancam em suas cavernas
Mais frias do que aqui do lado fora

Pois o sentido que damos as coisas, erram
São erros não calculados,
Mas que despertam-nos as Ontos
Do contorno exterior, eu sou lado do avesso."

domingo, 2 de julho de 2017

" Cada corpo e coisa que há, tem seu brilho e forma,

O sol tem o seu brilho,
E a lua tem o seu próprio brilho
As estrelas também brilham,
e cada uma delas, tem seu brilho.

Sem reservas, eu me entrego

Estava em meio ao caminho
E mesmo assim me perdi
Como a tradição de pensar no passado
Sem perceber, calei e senti, frio e íngreme

Verdades incompletas
Como os dias incontáveis
E a ponto de nem perceber
Que se foram como 21, não devia deixar ir
Eu precisava continuar, como uma obra

Esperava alguém, imperfeito
De presente, eu ganhei um espelho
Abandonei toda a razão do mundo
Para entrar nessa guerra

Minhas verdades estavam incompletas
Nunca estive certo, precisava concertar
Porque cego estava pelo mundo
Em suas fantasias todas, as paixões

O sol a pino, tornou-se tempestade
Comecei meu universo, colocando-o no lugar
Minha mão se estende, porque eu posso
Não se estica, para apontar, senão o caminho

Alimentei alguns demônios, mas tive de calá-los
E quando busquei alguém perfeito
Vi então seu reflexo em mim,
Sem defeito...