Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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sábado, 30 de dezembro de 2017

Enquanto chove

Molha meu chão e lava meus pensamentos....
Eu sou tudo que sonho
E nada que dizem e nem sei
Sou a gota de orvalho cristalina...

Que banha e rega a flor que também colherei ao  meu Amor...

Você, linda Keile de Lilás.

Vem se desfazendo os caminhos da terra
Em que se perdem tantos os que se encontram
Porque na busca incessante das coisas
Perde-se a visão de si para os passos

Que conduz a trilha escura dos olhos
Falo do mundo, de sua plena existência
De toda sua proporção e deslizes dos desejos
Para se ser igual, neste dia derradeiro

O que antecede o fim de todos os outros
Dias que se foram e fizeram o ano
Que por tudo passou e nos suportou
Nada fizemos senão ser a engrenagem

Fazendo funcionar a vida, fazendo chover também
Porque necessitávamos da chuva tão voraz
Debaixo desse pé! Pé de quê?
E se desfazem às trilhas...

E a vida é escombro, escuridão das festas
Que entoam notas da perdição, verdades incompletas
Eu sou a assombração do mundo
Porque ele não me aceita, eu sou Teu!

"Eu sou a alma do meu corpo
A essência do amor sem emoção
Eu sou o louvor do meu pensar
A realeza do meu sonho... Sou agua da minha chuva
Vento da minha tempestade.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Se respirar

Não me fosse como as nuvens
Não navegaria eu teu mar
De brandas ondas sonoras e lunar
Quem dera eu fosse tu a me gostar tanto

Amaria teu riso como se rio que procura o mar
Para me e se aventurar em tu tão melindra
Terra desconhecida que me faz desvendar
Horizontes estreitos de nuvens de algodão

E se desfazem os ventos
E sou teu céu de estrelas
Bela lua que tudo em mim alumia
Para brilhar em ti o que em mim há

Amor que me sondas e apetece
O deslizar da hora que nos acontece
Viagem distante de mundos estranhos
Que só de sonhar, realizamos

O nosso amanhã que chega hoje
Faz esquecer o sono e o pesar
Faze-de-ti Princesa a cirandar
E sou teus passos a dançar...

.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Enquanto isso!

Todas às coisas acontecem, surgem e são
No meado do segundo tempo da vida
Que está e vai além dos nós de nós
Para que até chegue no interior, nosso

Nada tão relés e vão
Para que tudo nos ocorra
De forma que sombras não ocultem as palavras
Como essa noite que escrevo

A meia luz da relva em orvalhos cristalinos
Apenas a luz da lua/

Tão somente a luz natural do meu ser
Que te busca no verso que recria
E vai formando o poema
Vai desenhando o sonho, realizando a vida

A água deste ribeiro entoa notas
De uma canção antiga
Tão nossa, quanto deste ribanceiro
Frio e intocável como nuvens

Enquanto isso sem o vento
Ouço o chiar das águas
E me deito no silêncio da noite
Para te sonhar, Amor.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Aquiescência

Sobre-excelente cortina esbranquiçada
Corpos vagam rudes as ruas que se escondem do olhar
Pequenos faróis acesos onde tudo é assombro
Nada do que vejo, é senão o que eu vejo.

E nada  mais/

Do além-céu que desce, faz-me fluir
Como um rio oculto de muitas águas
Que estão mais fundas, num lugar secreto
A campina e o cerrado se escondem

Por entre os montes
E nada  mais/

Não se tem faróis a controlar
Tudo é tempo e espaço, é real
E o campo de flores se aquecem no frio da neblina
Uma terra estranha e escura chamada mente

E nada mais é
Senão o que vai passar
Para o  mistério desvendar, realizar

Sobre trilhos de ferro pesados caminho
E é como a imagem irreal
Só que realizada por mim, antes do ouvir
E desejada por outros que vivem apenas..

E nada mais/

E eu sonho antes de viver.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Para vencer surge o Amor

Nascemos sobre todas ás coisas, porque enxergamos
Tudo muito nos parece distante pelas ilusões
Que são só notícias e tudo estaciona, neblina dos olhos
Tudo é possível, no imaginar de cada pensamento

Um mundo que podemos recriar
Totalmente fora dessa mecanização mortal
Chega de engrenagens, sons de festas e ressacas insanas
Busquemos a vida em tua  plenitude, a ponte

Cruzar as estradas e cegar o passado
A cada passo sentir e ver surgir a estrada que nos espera nesse caminho
Sem obsessões ou possessões da existência, ter o domínio de si
Da ciência do corpo e dos sonhos, nossos

A sensação de que neva e posso tocar no orvalho
Que rega a relva em sua imensidão, não é a neblina
É apenas os olhos, o segundo e isso passa
A fronte do riacho coberto, imenso mistério
O chiar e chacoalhar das folhas das árvores

Mergulho em apenas o olhar, e ele transcende
Sabe que estou ali e ouço teu agitar, as ondas
Junto aos ventos invisíveis
Não é um corpo que preciso, mas do que está ali

Diante dos olhos,
E me basta sentir e ver
Como te busco e sua imagem me completa
Porque tu és meus interior,

Minha flora Keile de lindo lilás/

A criação sem as nossas mãos
Dando o fruto no cacho
Em que os pássaros lindos se alimentam
A ponte do rio para a estrada

E a noite vem caindo, após o derradeiro dia
De sol e gotas cristalinas de chuva de orvalho
Sem pensamentos, mas com a graça de recriar a imaginação
Esperar e deixar ser, surgir, porque é  amor

A monção dos montes e outeiros
Toco e sinto,  e isso realizo, te busco e te encontro
Descansa a alma, e flutua o corpo a realidade
Descubro aqui no alto dessa colina
Que toda águia faz teu ninho em meio aos espinhos...

Pois assim aprendem a voar, não a ter apenas os pés no chão.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Vai chover, só que antes venta...

O peito como exposição do que dentro de mim bate
Fazendo os sentidos despertarem, e me percebo ser o vento
Que agora parte das ilhas buscando um novo ribeiro
Venta e levo ás folhas fazendo pensar

Se vai chover ou não/

Deste modo ou de outro, sou onisciente
De passos tão meus a ir contra outro vento
Cortante a face que a beira da calçada acha o caminho
Transformando até poder dizer, a onisciência das coisas

Que estão do outro lado, longe de meus olhos
Não da  minha alma que agora é o trovejar da chuva
Que inteiramente me lava, e sou orvalho das flores
A limpar o chão que outrora vou caminhar, sem lembranças

Meus pensamentos são gotas cristalinas
Meu coração a mera folha que desliza a estrada
Minha alma á pena que escreve a história
Onde a vida, pelas manhãs e tardes e noites

São meu tinteiro/

Sou o incolor da chuva que cai corriqueira
Fazendo os grãos alegres e as sementes sorrirem
E me torno cada coisa em que pinto
Sem te tocar, pois a nada mais pertence eu existir!

Sou inteiro e real
E não oscilo como todo vento que cessa.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Desenhos vitrais inconscientes



Cidade fantasma de uma mata inaudível
Cortinas de cetim e carmesins
Há algo lá fora! Se ofusca dos olhos
A espreita da porta imóvel
Ao meado do vento de um estardalhaço
Arrastando as folhas secas
Que buscam abrigo como os morcegos
Em suas moradas escuras, cavernas irreais
Existentes dentro de outro mundo
O sonho vagando inconsciente
Despertando veemente os riachos
Além das trilhas mortíferas pelas tuas eiras
Se escondem ás sombras, enriquecendo o olhar
Trilhos mórbidos, onde camufla as raízes
O silêncio que fala da noite suspensa
Carrega a fragrância de uma flor
Se acende a fogueira ao cobrir o corpo febril
Olhos perdidos as vitrais da alma inconsciente
Figuras que assolam o males das paisagens
Para longe do sentido íntimo, ali e ponto
A luz que dissipa as sombras
A suportar o próprio calor emitido
Que nunca conhece os ventos
Trilhas de um pensamento chamado, mundo
Ássomos de sonhos perdidos
Espelho de luzes frágeis
Jazendo profundo adormecer
Espectros de trovoadas
Que desenham um infinito horizonte
Onde estranhamente caem
Milhares de estrelas, além-do-além.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

O fogo, o amor

O fogo queima, arde
Desenha-se ao passar do vento
Ninguém toca, mas aquece quem se aproxima
Afasta enquanto transforma, persistente

O amor acontece sem escolhas
Porque ele é quem toca, realiza
Não a quem o busca, mas espera-o
E tudo que nada era, acrescenta...

O fogo se acende prudente
Mas se chove um pouco forte, o apaga
Como os pensamentos de quem formou o teu amor
Porque escolher amar, é iludir

Deixa assim ser/
E o amor acontece

Ser escolhido é ser o amor
Que em meio ao vento, aprende
Supera os anseios e não apaga á fogueira
Junta e recolhe as cinzas

E prepara o altar,
O amor/

O fogo não é o amor
O amor é o fogo
Que não queima, mas aquece
E se mistura as vezes com água.

A Keile F.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

"Quê para todo o trabalho do homem, ele precisa das mãos? E as mãos para se moverem a exercitar a vida, necessita do raciocínio e para que funcione os olhos. O corpo inteiro, precisa da alma?"

(in espectro da reflexão)

I N T E R S T E L L A R

I n
N oites
T rovões
E coam
R asgam
S onhos
T ornando-os
E xcelências
L úcidas
L ongínquas
A TUDO
R ealizar.

Estrelas alumiam e dançam
Bailando sobre a  minha cabeça
Sem que eu perceba me ver
E para elas, eu danço
E senão me movo
Sou apenas o pilar que brilha
Meu mundo valsante de ternura
E sou o céu das estrelas a brilhar
A luz do sol da sua lua
Que doutro lado queima o deserto
Invisível de coisas a sonhar
Sou navio que navega rumos desconhecidos
Ilhas inexploráveis e suspiros da vida
E vou migrando as estrelas
Até todas contar
E encontrar a minha,
Que és tu, Vida.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Tu és todas as fontes...

Porque tu és o encanto que transmite toda verdade que habita dentro da  minha alma. Tu és a chave que me faz desvendar todos os mistérios que se distanciam dos meros segredos que a vida deixar chegar e fazem estacionar os passos. Estar aqui em meio a isto é como ser o vento que leva para longe todo e qualquer modo de fazer de um jeito qualquer, também. E eu reparo a flor observando o movimento das águas verdes deste lago do lado de cá, desvendando a ponte que faz com que tua proximidade seja a realidade da minha esperança. A expectativa de que cada árvore ao meu redor pouco a pouco, dia após dia, trocará suas folhagens e suas copas outrora nunca serão as  mesmas. Toda engrenagem que habita lá do lado de fora, são passagens dos ruídos que não podem nos causar danos. É como me sentir numa terra, onde a nobreza não passa de ser o silêncio para tudo perceber como são as cores e os nossos olhos dão forma e cria-se a paisagem... Tu és a tela que realça os ventos, o mais desejado declínio dentro do turbilhão que se acalma no pensar de tua desejada chegada. A tarde cai ao meado do instante, dando-me a sensação de que tudo não passa de nada, porque é da maneira que se recria os olhos, para permitir que seja a alma tênue no mais alto ápice do acontecimento interior. Não são as noites  mais escuras que os nossos pensamentos e  nem os males invisíveis que nos direcionam aos abismos, mas os nossos sentimentos como trilhos permitindo que cada dia seja um vagão, e cada vagão uma bagagem para lembrar que não se ganha pela ilusão de ver, mas se conquista pela força que não temos, mas criamos através dos sonhos...

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

In absoluto

O repouso do silêncio
Pairava as vozes
Que também
Insinuavam a passagem
Da ponte para os pés
A atravessar as duas eiras
O verde das folhas
Refletiam no lago
Um raso mistério aos olhos
Nada além disso
Senão, o lago e eu
E o verso
Que é o mundo.

E se hoje finalmente,
você desvendar esse mistério...
"Se!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O mundo ao meu redor

Verde-mar, céu azul
E caminho para carregar no peito
O farol a me levar
Para o meu lar

Meu mundo ao meu redor
Que em tudo, acha graça
Havendo que ficar
Na flor a esperança

Não como quero ou ando
Mas como acho graça
Manhã de céu azul
E mergulho no verde-mar

Meu amor, que para tudo é eterno
E ao subir, vislumbro o mundo
E meu coração, terno abrigo
E no meu silêncio

Maior que tudo ao meu redor
Me calo e tudo passa
Nada importa que fizeram
Eu sou a minha história, não o segundo ato.

domingo, 10 de dezembro de 2017

O mundo é um labirinto sem fim. As ruas darão sempre em outras ruas."

As nuvens não pesam, mas fazem chover ou dá a sombra para todos os viventes. E como tudo o que a terra precisa para dar frutos. Assim não precisamos ter a esperança nas coisas que se vê. Mas nas que se não vêem. Para haver a razão de ser esperança e realizar na paciência."

Quero dizer: As nuvens não pesam e se desfazem. Mas no seu tempo, antes que se desfaça, faz chover ou dá a sombra.

Adornos da alma

Pilares onde o corpo é a tenda da alma
Os olhos o comprimento de todas as medidas
Que de cada pilar faz realizar
E não se esconde a verdade que não fala

Brilha aos olhos que trilha/

Ruínas das ruas por suas vastas larguras
Casas assombradas pelos desejos
Tornando o mundo semelhante aos teus atos
Por dentro se esconde e expõe a estúlticia

Rompe a vida por fora e congela as raízes
Que são arrancadas por cada gesto
E toda palavra mata...
Cria, gerando falsos sentimentos

A ilusão é desfeita/

Diante de toda criatura que se esconde
E o edifício alto ocupa o lugar do sol
As umbrais pesam aos ombros de corpos suspeitos
A vida vai se desfazendo....

Eu sou a semente que também tem mãos
E sabe que vai colher as folhas
E feito nada, recrio a vida e dou sentido
Ao que estava  adormecido

Meus sonhos/.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

"Ab aeterno

"Estando contigo, daqui. De onde estou, ou contigo lá em meus pensamentos. É como florescer em todas as estações."

Não são nos meus poemas que te amo
Ou assim tampouco em cada verso
É na razão do meu silêncio
Que de pouco a pouco ganha vida

E não força/

No instante que faz o tudo nada ser
De ver a luz não natural, em que me encontro
Debaixo de qualquer teto ou separado pelos cômodos
Que eu me acho no teu ser

Pondero corriqueiro o insensato
Venerando a ilha distante a descobrir
Sou ar sombrio para os males
Que ao teu sopro os desfazem

Tu és  meu vento, e sou maré
Tu és a vida, eu sou o sonho
Sou eu a ponte, e tu passagem
E juntos somos realidade.

De toda eternidade,
sempre/ ab aeterno.

A Keile F.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Meu velador

Resplandece como luz
E é feito rasto de estrelas
Areia do mar
Não pode contar
E nem rodovias
Podem medir
Quisera meu velador
Conciliar-me a vida
E ser portanto
Nada demais do além
Desse tom amarelo
De todas as calçadas
Outrossim meu velador
Em absoluta solitude
Em que nada falta
Sou o ápice dos sentidos
Que debruçam as muretas
Caminhando as escadarias
Em que escuridão
Nenhuma assombra
Tanto, quanto o nascimento
De quaisqueres e todo ser
Jaz no meu silêncio profundo
De um lirismo em que
Alma minha sente-se.livre
Meu corpo velador
De olhos que são estrelas
E este velho coração
Em que nada se faz tão novo
Quanto eu e meu velador
Ao despertar...

Refinaria do caos

Os sons das sirenes a alertar o tombar de mais uma vida. Antes contida e cheia de pensamentos, agora só um saco de ossos. O coração que cheio de esperança bate a palpitar se haverá mais um dia a chance de estar de pé entre  destroços. Pedra que cobre a terra, e prédios que ofuscam  a luz do sol. Curvas perigosas estas em que findam pequenas ruas as grandes avenidas, o branco da faixa já manchado pelo óleo feito sangue negro da engrenagem ligeira pelas pontes e rodovias cheias de almas que flutuam sobre homens desalmados e apressados para suas cadeiras que iludem o conforto de seus doce-lares. Pois as outras, são o cansaço das filas que as pernas já velhas e cansadas não podem suportar. Sentam-se as mesas vis de servidão aos erros que não se podem ter emenda e nessa mesa, onde senta os homens a provar do vinho que trás a malícia, a alma distante, deixa além de um corpo uma mente submissa ao resquício de uma faísca qualquer que cai em meio a chuva. A imprudente satisfação dos prazeres transbordante do mercante a castigar lombos deixando o jugo pela sua legalidade. Óh, esse fúnebre olhos atentos ao nada que parece tudo.
"A perfeita ilusão de que o mais importante nos incomoda.  A condução que leva para longe o sentido reverso da realidade."
Se ele ou ela parasse um simples segundo para recolher aquele meado de papéis jogados a calçada, um novo sonho surgiria, a vida agradecida seria e o caos pelas águas correntes da chuva, seria desfeito como todo vento não poderia levar para as entranhas sem saídas. Assim como a morte em sua pressa de passos invisíveis fazendo o homem tropeçar em si mesmo pelos olhos que mesmo abertos não podem sentir as coisas como elas são, mas procuram e querem viver. Refinaria do caos...

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Então seguia ao despojo
De refazer a minha história
Cantei cantigas e fui silêncio
Abandonei às cartas e incendiei a capa
Não as que jogam, mas dispenso
Não a que vestem, mas eu detesto

Pois este amor são os meus lados
Sem rimas ou traços de qualquer descaso
Tu é minha iguaria tão  sonhada
E somos a soma de um só sonho
Porque tu és minha fascinante e bela Infanta.

R elâmpejo de altos montes, desfazendo falsas ilhargas
O scilando tempo e a hora, transformando o momento
S uspendendo as estrelas, fazendo mover as constelações
S empre no ato da existência, ilumina meu exalço ser
A bela infanta que tanto amo, produz em mim, terno prazer
N ada me vale senão teu ser, que tudo abate para exercer
E m tudo quanto antes não havia, realizando a reciprocidade de acreditar e fazer acontecer

"Porque pensar não significa nada quanto existir

(Ad solemnitatem)

Leviano e pouco o sentido quando se para a criar um momento irreal. Aquele que dentro de nós, vai criando uma variação de sentimentos, e isso ocorre justo quando estão os olhos abertos. O efeito de ponderar a reflexão de não ter espelho e sentir como pedaços que se partem dentro de cada um de nós. Causando o impedimento da realidade, a que não vivemos ainda, e este rio, chamado ilusão tende-a nos querer derrubar a ponte onde pairamos para contemplar a paisagem de nós. Seja diante das estrelas ou dos altos picos, onde voam as mais belas aves de rapinas. Revenerando o rípio que preenche as rochas grandes, o ritmo do meu coração a bater desfazendo todas as ondas. Sou vitral da alma, que risível torna-me quase intocável, e tenho a sensação de quase não existir. Sou guarda-vento, sonurno a esperar os átrios que tecem a minha história.
É como sou mudo como este canto mudo, numa terra estranha entre mim e o acaso. Onde no mesmo silêncio mortal resplandece o chiar do vento inóspito e mediante às frestas desta casa sem gente para se sentar do meu lado. Sou também o exterior de mim para realizar todas as afeições do meu interior. Desfazendo paradigmas e desvendando os dogmas justo no ato da minha existência, que não sabe ou pode criar sentimentos periféricos, inventando a felicidade. Porque ela não pode satisfazer o silêncio que deseja o corpo, permitindo que a alma solenemente prove e conheça meu coração, fundando meros pensamentos, construindo a engrenagem invisível para que sejam meus passos inteiramente firmes, para que nunca alcance os falsos confins da prodígia realização dos sentidos mortais.

"O que há de mais belo, não é o que os olhos podem ver. Mas sentir a alma, para silenciar os lábios e calar os pensamentos."

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O homem cresce, não morre, nem envelhece, aprende e no meio do caminho escolhe ser o vento ou ser levado pelo vento. Os sonhos não morrem, são enterrados, porque não carregamos preocupações quando crianças, e no limiar da vida, alcançamos a responsabilidade de ser o melhor para o mundo, e não o melhor do mundo. Nos desprendemos dos seios que um dia nos amamentou e então, decidimos estacionar ou carimbar o passaporte para a estrada que nos levará a realidade do sonho que ontem tivemos. Seria melhor se a matemática não fosse tão complicada para uns como a história.; para outros! Aprendemos pouco a pouco que a liberdade não está em seguir as definições da vida ou tampouco obter conhecimento estudando muito do passado. Basta-nos lembrar que éramos irracionais e o tempo nos proporcionou entender, que hoje crescemos e que as coisas podem e deve serem como eram antes. Não no sentido de ver, mas acreditar que o que foi antes, será hoje e pode se repetir amanhã. A questão de tudo, é não permitir que a direção do mundo e seus enfeites distorçam o sentido que somente a alma possui. Quero dizer; todas as semanas possuem os mesmos nomes, carregam as mesmas horas. E os meses são sempre 12, além de que não se pode haver alteração nas horas que fazem surgir as manhãs e se findam para as tardes quando depois acontecem as noites. Não sabemos de onde vem o vento e nem para onde vai! Mas sabemos pouco de nós, e detestamos os ruídos de nós. Que sabemos das profundezas do oceano? Ou do parque no centro da cidade?
Ainda que tudo se repita, cada dia nos dá a oportunidade de realizar sem repararmos no que está do lado de fora, ou sobre o que estão dizendo! Melhor questionar os governos que não revelam as verdades tuas porque a ilusão de suas mentiras, enganam e faz roubar seu tempo...
Pois o que contamina o homem, não é o que está do lado de fora
É o que sai de dentro dele.

sábado, 2 de dezembro de 2017

"Terra estranha é o meu coração. Mas abrigo seguro é a minha alma."