Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

"Tudo; eu digo tudo está definitivamente certo. Só depende do lugar onde você está. #

sábado, 7 de janeiro de 2017

"Não compreendo bem, o que se esconde
Sobre este olhar trespassados aos teus fios de cabelos
Que tão seus, movem teu sorriso para dentro
Uma sensação estranha, sobre uma imagem muda
 
Que me toma por um segundo, e cria um momento
Que me perco a escrever versos incontidos,
Reverso ao instante, que nada havia, desce
Fria brisa em meio aos pensares, que dissolvem o silêncio
 
E transforma o ruído em canção
Faz do tempo o campo
Onde me deito a pensar
Se te escrevo ou só te vejo
 
Mas daqui d'onde estou, não é possível me conter
Sobre cada linha que desce e dá forma
A vida, como ele é, assim tua imagem muda
Cria e ganha vida em mim, não por ousadia
 
Ou se quer atrevimento, mas com uma razão
De quê o que  chega, chega sempre por alguma outra razão
As vezes permanece, entre outras se esvai,
Mas faz-nos entender, que somos um vento a soprar
 
Que em tudo toca,
Mas que assim,
E em nada fica."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Este universo, contido e derradeiro em suas vaidades
Faz-me descer profundas entranhas de estranhezas
Perturbam o movimento do instante, em que me acho
Pois logo me perco neste enredo que traz a vida
...
Não para que eu me desfaça, mas entenda meu destino
Mil páginas para lembrar tudo que esqueci, desvanece
E torna súbito o pairar do tempo, que transfigura tua chegada
Não são como as coisas eram antes, algo se perdeu
 
Mas fez novamente surgir o sentido de que passa o tempo
As vezes por nós e se quer notamos, que nada somos
Senão o instante que também passa, erramos em querer
Quando um gesto pode nos tornar justos a ter
 
Portanto alguns dias se passaram e eu nem sabia
Que estaria aqui, tão perto que fez-me sentir tua chegada
Havia ido em um tempo, que eu jazia esquecido,
Mas em mim, o palpite de recomeçar, aqui sem recordações
 
Apenas movido e contido por um sentimento que nunca partiu,
E tornou a ser real a chegada do teu ser, ora como a primavera
E não tão frio quanto me parece o inverno, pois aquece-me
Aquilo que sinto e sem perceber, te noto do mesmo modo que antes,
Te sentia,
"Somos incompletos até que possamos encontrar o que nos move. Quero dizer; Somos nada quando sozinhos pensamos ser alguém. Coisa nenhuma temos, senão o intuito de buscar ser. Quando passamos a ser, muito se passou e deixamos mais ainda se ir... Então que tenhamos mera paciência em esculpir o instante, e nele aproveitar o momento, que também partirá. Então, sonhamos, porque só podemos realizar uma coisa. Quando outra abandonamos, e assim, nunca somos ou seremos nada. Senão simples transeuntes. Que pela manhã tem vida, e durante a noite; padece ao fechar os olhos, somos uma sinfonia formada de pensamentos. E só formamos a canção quando então, vamos, e realizamos sem ouvir os ruídos deste século."

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Caminhos
Caminhos descalços para pés suaves 
Ainda assim, cansados
Colchões duros para noites macias
E ainda assim, insones 
Mãos inseguras para mentiras firmes
Ainda assim, mutáveis 
Olhos incertos para segredos certos
E ainda assim, insinceros
Para pés suaves cansados
Para noites macias insones 
Para mentiras firmes mutáveis 
Para segredos certos insinceros
Para, pés suaves cansados
Para, noites macias insones 
Para, mentiras firmes mutáveis 
Para, segredos certos insinceros
Para!

Assores, 

domingo, 1 de janeiro de 2017

"Lembro-me de esquecer de lembrar
Que em mim, há um sonho
De te encontrar, sem deixar que o tempo passe
Ou acabe, não me embriago para te ver

Pois te vejo como um reflexo de mim
Diferente daquilo que buscam, por tolices
Não posso me mostrar pelo que me veste
Se sou as vezes, fragmentos por dentro

Ora, sou mais como uma nota
Que busca encontrar-te como instrumento
Não como quem toca pelas notas
Mas como quem busca a verdadeira canção,

Cresce em mim, um enredo, chamado vida
E me esqueço que envelheço neste segundo
Inda que pouco, me aproximo de tudo
Que antes esteve distante de mim, mas tão perto

Que de tantos quês, me esqueço dos porquês!
Pois não duvido disso que escrevo, vem formando
Verso a verso, assim, te encontro, em mim, 
Sem que te toque, pois me basta eu ouvir esta canção...