31 de março de 2019


Quanto mais estranho for um homem, mais longe de ser igual as concordâncias do mundo ele está. Isso não é se diferenciar por conhecimento que se busca para entender o mundo sem se compreender. Qualquer coração bate para fazer respirar o corpo, oxigenar o cérebro. Sentir o coração de Deus bater como se fosse a vida do outro, do próximo como um passo para realizar o futuro no presente. É exatamente sentir como sentem os outros pelo desprezo da sua própria existência e também da humanidade. As pessoas ao discutirem e fazerem piadas, não é uma coisa absurda para um estranho saber que estão mexendo com ele. E aquilo é óbvio que não soa bem para o estranho. Ele não ri e mantém sua boca limpa no meio dos boca sujas e isso é estranho como se sentar em uma mesa, onde alguns bebem água e outros sucos de uva e outros seus licores O verdadeiro sentido da vida, é andar os passos que não vemos e seguir a presença do amor. Claramente diferente de tudo o que há, é não ser o destaque da turma, mas se estranhar por todos os crédulos padronizados a formar quadrados sem portas e saídas. Uma boa classe de estranheza é ser honesto em meio a homens desonestos, é servir o que não se conhece para dar visão ao que se faz todos os dias iguais. Um homem de coração puro em meio a homens de corações impuros, será sempre o "estranho

"E é bom saber que quanto mais estranho você for, melhor será...

(...) Ao som das folhas e ao cheiros das águas...

Como fontes e águas que correm
Em lugares altos, desconhecidos 
Por qualquer ser que respira e vive
No nítido limiar da vida sem cortinas

Pois só ganha formas ao passar...
Das horas ao tempo que nasce
Como a lua que se retira pelas manhãs
De seu parecer...

"Fazendo do dia um simples existir
Que finda em sua meia hora da tarde
A noite em sua majestade estrelada
Encanta mares e olhares nus na escuridão"

Ao expirar de uma estação
Florem-se os campos e oceanos
Não se cansam de transbordar
As praias e longínquos rochedos

Adora tuas tempestades e ondas
Aflorando ventos e passagens
Águas profundas, pontes dos rios
Leito indizível , indecifrável 

Um que faz de todos, esconderijos 
De indomáveis seres indescritíveis
Mas que existem e dormem em suas escuridões
Que destroçam suas aproximações

Engolem as máquinas metálicas que voam
Que desafiam o ar invisível em sua maestria
Regente de sopros destruidores sobre os montes
O que leva as folhas secas e esquecidas...

A vida como uma "Ode" em nós se realiza
Sem pensarmos em como a vivemos
Somente a recebemos como ela quer
Como tudo se desfaz e se refaz

Como se cada manhã realizasse as tardes
E cada tarde fosse a estrada das noites
Então, cada noite o leito das manhãs
E o ciclo natural a se repetir 

No sempre que é o agora, nada é eterno
E tudo passa, como o que se pode ver e comprar 
Mas há palavras que não cremos, e não passarão
Sobre a letra que mata, pois é transformação...

Não perde o sentido e nem a força
Passe o tempo que for, há de se realizar
Em tudo e (sobre-tudo) 
Não pode o homem alterar seu fundamento

No antigo firmamento das estrelas
Cada uma com tua sombra de luz
Suspensas por invisíveis linhas
Não se sabe dos outros mundos, além deste derradeiro

Que se faz como uma porta para nada daqui
E nem do que se expõe em suas vitrines
Tudo é simples de decifrar, somos uma paisagem...
Que deseja o mundo "impedir" 

"Que realiza o que todos juntos não podem
E somos um abismo que ninguém conhece
Mas que insistem, persistem...
Até novamente mudar a estação

Que nome têm e passageiros também
E fazem mover os vagões bagageiros
Aos trilhos ferrenhos que não se movem
Fortes a suportarem a passagem dos metais e dos aços."

Sem o haver do acinzentado céu
Nada sabe do que ouve, pois não vê
Estranho num mundo superficial
De gentes sem portos...

Destinos e rumos ao gosto de absinto
Nome de estrela que brilha alta
E faz o homem errar nítidas escolhas
Suspendendo as colheitas depois das chuvas

E desfaz dos adversos pensamentos
Que nos impedem de criar ao compasso dos poentes
Dos arredores surgidos em meio a existência
Do sentido em que temos a vida...

E não a vemos em sua forma de complexidade
De imediata consistência
Em que faz ruir o mover das águas
Sobre as cores de suas ondas

Divisor de mares que não pensam
Mas que estão sempre a se movimentar em divisões
Entre suas placas tectônicas sem (maré-motos)
E trazem as altas nuvens as cidades vizinhas

Idealizando os reveses que inspiram
Menos do que se registra a arte escrita ou desenhada
Em memoráveis formas e tamanhos...
A música compõe o movimento, sua letra.

(...)Ao som das folhas e ao cheiro das águas
Nascem todas cores do horizonte.

30 de março de 2019

"O amor não tem data de validade, isso é uma coisa que aprendemos depois de vê-lo passar e voltar por nós em suas diferentes formas de transformação, não de alterações emocionais inconstante. "Descobrimos que o amor não é algo plastificado. É algures sobre a montanha mais longínqua e alta que se possa alcançar." O amor é imutável, é perfeito e em sua perfeição, (Sugere) que amemos as pessoas como elas são, e em seus defeitos podemos ver a melhor oportunidade de sermos algo para alguém desejar e alcançar a mudança. O amor é eterno, sem se quer o haver de uma sombra de variação. E isso nos diz que não é um e nem o outro quem tem poder para expirar o sentimento contido realmente no amor. Se acaba, não termina a vida...
"Não foi amor, foi distração e medo de estar só." 



29 de março de 2019

"Quanto mais pensamos e fazemos o bem, mais males nos cercam. Somos recompensado com paz de espírito e os pensamentos se tornam plenos. É bem como pensamos e agimos para nos aproximarmos de uma teofania... Mais o mundo perde o sentido e nos quer devorar. A mente é um infinito campo de guerra e nós somos os nossos próprios batalhões a colocar em cada passo, carabinas e bombas. Ou simplesmente semeamos e esperamos florir o campo. Nós somos os nossos próprios inimigos."

28 de março de 2019

O que simples permanece... ("Exterior-mente.")

E se torna necessário para dar o sentido...
A força que emerge sem forma e tons
Mas total ao que não submerge aos campos
Onde nada há, senão o chegar das estações

A dar o seu fruto, em seu tempo
Em sua hora por tua própria vontade
Pois há limites aos oceanos e suas tempestades
Como também um caminho para os trovões

Diante de seus relâmpagos (in-candescentes)
E a natureza mostra suas leis em suas catástrofes
Das quais mortais não podem sugerir seu estacionar
Deixando os supérfluos precisos para fazer refletir

Não simplifica as matérias existenciais
"E em totalidade a sociedade permanece mecânica."
Sem conceitos e opiniões que quebram os paradigmas
E faz abandonar os dogmas das religiões e superstições

"Então tudo passa, como vemos sem perceber sua forma concreta
O campo é a mente, o mundo um abismo, os sentidos plenos alicerces
E nos movemos como engrenagens sem memórias, sem manutenções
E o espírito nos faz sentir a distorção do que não é por pensar, apenas!

Os sofismas tratam de nos conduzir para outro lado...
Que pouco se crê, que pouco se pode viver estando no mundo
Em suas condições naturais sem fundamentos da alma
Pois tudo caminha como antes já estava escrito

Não se pode alterar nada e nem presumir o amanhã
Pois tudo que chega, não é novidade e se repete
Algumas coisas parecem se realizarem, mas tudo é ilusão
E lutamos por coisas que passarão como antes decretadas

Não por mãos e nem pensamentos de homens feitos do pó da terra
Que tomam a sua consciência nas horas escuras...
E Deus faz tudo acontecer como Ele bem planejou
Sem que os homens tenham ciência e conhecimento do que surgirá.

"Recordar o que chega. Permanece!

Ela se fez uma casa, aconchegante
Uma escada para não pisar e nem saltar 
Mas que leva a um outro andar, outro cômodo
De passos leves e destemidos

Seu falar era como um vento primaveril 
O timbre de sua voz como um incenso aromático
Que se põe num desejado alabastro
Teu ar gracioso era como a brisa marítima 

De um fim de tarde calmo./

Crivo de fragmentos precioso
Que não se compra, regente das sensações
Teus olhos escuros cheios de silêncio
Uma porta e uma janela para o horizonte

Uma obra esmerada pelos meus olhos
Que descende céus além dos céus
Ela possui todas as cores em suas mãos
Tem um antigo tinteiro e fica minutos á janela...

E desfaz dos sofismas sem deixar a realidade./
Sem dar impressões ao que não é estranho, mas existe
Assim desenha as nuvens sem tocá-las
A chegada do novo sem ser novidade."

27 de março de 2019

Surge-nos ao entardecer, sutil e desejado segredo trazido pelos ventos
Revela-se pouco a pouco, ao se ir da luz do dia
E de nada sabemos, senão do que passa no segundo, no instante
O incerto futuro, pensado, acarretado em devaneios e sonhos parados
Nada realiza em seu imaginar, em seu querer inóspito e surreal
Como uma sensação que nos passa, não desperta, não existe
"Em nada cabe"
Sem passado e desconhece o futuro
Pois há no presente, mais do que se possa ver ou sentir
É a exata consistência do que se não agradece simplesmente por permitir...
Que se desvende nos vales, a força, e nos desertos, a visão de onde chegar
"Sem saber para onde ir."

26 de março de 2019

"Aos tempos e horas que avançam
Nos tornamos o próprio futuro
Um breve passar a sentir
Como quem cria o momento 

Eternizando um pensar, 
Formando ideias e transforma
Ruminando as sensações e os imprecisos
Acontecimentos inenarráveis interiores

(Esteriótipos a dar sentido aos mundos./)

"A cada existente ser...
A cada coisa que há...
A todas as cores...
Que dão nomes ao que era antes nada."

Fontes inesgotáveis de inspirações
Que nunca terminam ao apreciar cada amanhecer
Realizam as noites sem sua licença
Sobre cada e todas as alvoradas

Inóspitas ilhas e paisagens e pontes
Estradas e outeiros e vilarejos
Confins inexploráveis e inteiros 
A flutuar em um espaço sem fim

"No infinito firmamento."
"Concentra-te, e serás calmo e seguro.
Silencia-te, e deixa o vento passar
Calmo e seguro, serás forte...
Deixando tu, o vento passar

(Caminharás seguro/.)

Verás a vigília da noite cair
Porque se fores prudente no que almeja realizar
Sem que tenha existência aos olhos
Saberás que é pouco, tudo o que há

(Tudo passa com alguma razão
E as cores surgirão a dar nome as tuas coisas./)

Concentra-te, sereno e forte serás
Conhecerá o dever do vento, de passar
Terás louvor das chuvas e do verão
Cantarás as tardes outonais alegremente

(Tua força será invisível
Ao som das águas, tudo mudará do lugar
E da cor do ar, será tua Alma./)

Deleitarás nas tardes de inverno, sonharás
E ao florir a bela primavera, terás afeto e labor
Para colher cada fruto em sua estação que chega
E gentilmente se vai..."

24 de março de 2019

"Não se coloca sonhos em uma letra
Seja para compor o verso ou refrão
Pois o coração é como um guia cego
(Subita-mente) corrupto e enganoso

Deve-se centralizar o cântico por propiciação
Louvar a alma e doutrinar os sonhos e planos
Não modernizar o sabor das coisas artificialmente
Decretar em uma frase um grande teor teocêntrico

A música forma pensamentos e opiniões
Canções Podem persuadir e convencer (enganosa-mente)
Podem fazer refletirem ou se perderem
A música pode doutrinar um espírito e elevá-lo

"Para além das mortalhas/
No silêncio lhes agraciar (maravilhosa-mente)
Fazer da noite, clara luz."

O sonho pode alertar e também ensinar o caminho
O sonho pode causar o medo e libertar
Duas ou três vezes, podem também se repetirem
O mundo em sua heresia, vende emoções

E torna a congregação solene das pátrias abominações.

23 de março de 2019


(Espírito
Invisível, porém desnudo do mundo. 
Régio dominador dos sentidos!
Sempre reprova o ato considerado racional pelo homem
Quando quer e consegue alguma coisa realizar
Não é a possibilidade de satisfação interior, O vislumbre de paz
Da sanidade e visão de futuro sem tê-lo escrito
É o que absurdamente antecipa seu campo para receber as sementes
Que no tempo em que não houver mais o espírito mediador
Expia de tudo que se faz para fazer sentir e levar até a Alma

"A necessidade básica diária do homem
Não será jamais a essência do teu ser
É desonesto reduzir a mentalidade
Quando se pode pensar numa desejada eternidade."

Alma, plenitude da divindade
A Exata expressão da figura esquecida
Que habita (onipotente-mente) em tudo
E sobre-tudo, Glória de haver sem ver, sem tocar
Tem exatamente a cor do ar que se respira e sente passar.

Mente, formação do que se é perfeito por sua arquitetura aos olhos
Pela criação e forma de como são as coisas naturais
Do qual faz o homem perder a sua essência, criando a sensação de querer
"De alheias necessidades"
Mas em condições remotas, onde o valor se alterou pelo preço
Não há nada de estranho no que ocorre ao passar do tempo
É a raiz de todos os males por permitir a solidez das coisas
Pois não haveriam cores sem que houvesse o que tocá-las
É o fundamento impreciso do raciocínio do homem
Que em declínio, não sabe imaginar o que está além do que se vê
E nunca pensa no que (real-mente) veste a satisfação interior
É a principal engrenagem do corpo natural, faz existir o coração
E somente depois faz compreender o que é espírito e verdade.


Corpo, "Saco de ossos e Órgãos."
"A fé é uma coisa estranha:
 Estou convicto de que além de ser a única maneira de se achar racionalidade, é também a única forma invisível, mas real de inspirar e transformar os medos em ascensões."



22 de março de 2019

Divagam a noite, anunciando á morte

Como se fossem nosso pensar
Um barulho que se sonha na realidade
E tudo desperta como um outro mundo
Onde eles te lêem sem saber quem são

Tudo repetem como suas canções
Dizem perfeito, mas sem interioridade
Querem ser, e se perdem por não vero que está em oculto
Diante de seus olhos que nada dizem
Universal num sangue a escrever/
Deixa a hora passar.

Feitio de coisas que estão ás escuras
Mas se revela nitidamente em seus cantos
Em seu bater a parede, miúdos ventos
Que por aqui passam, se desfazem

Como quem não saber ler, esquece
Refaz, pois nada há que não possa ser desfeito
Danças como tocam as canções
Mas não vive por si só, mas para tudo

E tudo passa, nada resta, senão ir e vir
Sem saber do futuro
Porque Ele chega, faz mudar o tempo
E também Sabe parar ás horas

Para tudo/
Quando quiser...

20 de março de 2019

(Uni-versos)


De imagens que se desenham na paisagem
Que vemos sem poder transformar
A nos causar o desdém inenarrável
Indescritível ao nos fazer sentir teu realizar 

Uni o que não há senão no verso esquecido
Que erra em estar no pensamento
Até que decifre o que sente no imaginário
Sem emoções, (uni-nos) ao movimento

Realizando o elixir, recria o mundo
Seres e transparências em dogmas
O enriquecer das religiões, sem fim
Superstições quebradas pelas vãs filosofias

Incendeiam as estações que chegam e partem
Como quem nada pode mudar, senão silenciar
E deixar ser, com quem cumpre a jornada
E permite chegar o destino, sem vê-lo antes

Nada repara como quem quer concertar 
O que se define antes de o acontecer
Nada sugere e nem definha, inóspito segundo
E contradiz tudo que é, e tudo desfaz

Num único movimento, silencioso 
Sem cor e forma
Sem sono e sonho
Revira o ponteiro em seu tiquetaquear, (vagarosa-mente)

De um relógio antigo sobre a parede
Que não se move e nem vê
Tampouco diz o que quer sobre sua hora
E nos deixa a (unir-versos)
"Não há peso ou medida em como se produz um pensamento, há apenas o mover do que se pode ser. Contudo, nada há de estranho em sentir como se não existe. Toda matéria surge a partir do haver do invisível." 

"Ao deparar de nossos olhares a vista que não só o mundo nos dá. Mas também como dizem e espalham as vozes, tomamos o conhecimento de que nem tudo é como o instante nos faz pensar. E paralisamos na hora para sentir o turbilhão de como tudo acontece sem que possamos tomar o controle de como criam o cenário de grandes absurdos. Nos fazemos por expectação do que não há, senão no realizar de dentro das nossas imaginações. E tudo nos passa como um vento, como o negro ir do sol."

Equinócio de Outono (Lua cheia, Março, dia 20)


Sinto-me como os orvalhos desta relva úmida
As minhas plantas crescem e as minhas flores brotam
E vejo que ao passar do ventos, orvalhos sobem
Ao ar parado, descem vagamente...

Um movimento monumental e despercebido
Um ciclo perfeito como o nascer do sol 
Após um dia de chuva intenso e frio também
E nada se repete mesmo com movimentos iguais

Pois o que passa, passa com seu motivo de passar
Deixa a vaga saudade de um tempo que não volta
E se chove nos pensamentos, somos rebento
De rios represados a rasgar a terra, a encontrar o leito de origem

Me bastava existir e sentir o ver o vento nas flores
E nas plantas que ao pé da janela se banham ao sol
De uma manhã silenciosa, onde se ouve os pássaros a cantar
Anunciando a chegada da lua distante, minguam as águas

Um lugar secreto, chamado mente
Que permite os olhos ver, sentir o coração
Mas o espírito elevado num corpo movimentado a sentir
Sentir, todas as coisas...

Se torna o mecanismo manual
Que tudo torna simples a girar
Como num ciclo natural, em concordância
Consigo mesmo para compreender o mundo exterior

Fora do seu mundo, que é a sua alma
Grande, mas não cabe o mundo dos outros./
(Cintilante feito estrela)

19 de março de 2019

"Há no silêncio um mistério do qual não se pode decifrar ao quebrar o próprio silêncio que diz por si só, que ao se reverenciar ao seu princípio de mudança, não se pode pensar em quando a chuva irá cessar, mas em toda sua obra que há de chegar no seu tempo, no amanhã." 

16 de março de 2019

Conservamos a poesia pela forma que ela nos permite sonhar e não aceitar as coisas como as vemos. Assim, ignoramos a imbecilidade em ser e aceitar a igualdade de concordância. E tornamos tudo e todos que vemos em coisas iguais, sem medida e nem peso.

Chove nitidamente em meu teto
O tremeluzir das gotas sobre as folhas das plantas
Em que a meia luz dão-lhes formas de vislumbres
As cores vibram ao chacoalhar das folhas
O trovejar dos relâmpagos aos ventos do norte
Desassossegam silêncios e declinam andares
Que pelas ruas se perdem ao som dos metais
Os postes imóveis atingidos pela racionalidade mortal
Cega por suas embriaguez e olhares aos corpos que passam
Onde o cego se faz prudente em raciocinar o que pode ver
Não crendo nas superstições, nasce a filosofia
E os homens descem sepulturas na superfície terrena
Sentindo medo daquilo que esquece, não é impressão
O corpo sente e os gestos desconfiados, o detratam 
A alma mórbida não pode respirar e o corpo se enche de gases
O tempo dentro da hora assombram a vida na cidade
A vida marítima teme quando tudo está calmo
A vida no campo se alegra se as comportas se abrem
E desce a chuva sobre teus campos de flores e frutos
Como saúda o sol se assim ele chega pela manhã
Outrora tudo pacífico se ouvia vozes baixas
Que temiam o que dizer, pois havia pensamento lustroso
As pompas entoam a chegada de um espírito superior ao corpo
E uma alma como sentida não mostra beleza em adornos
A ventania que em meio a chuva a leva
Desfazendo-se das cortinas d'água, arrastam as vozes
E causa a sensação de que nada é como pensamos ser
Mas exatamente como vemos, sem intuição
Deixar passar o pensamento, imaginar como foi feito
Porque existe e está ali, diante de vós?
Sabeis que o som da floresta nunca visto, mas percebido
Faz sentir e também imaginar...
Debaixo dessa sombra noturna onde pairo a me sentar
Aquecido pela fogueira confrontada ao vento
Diz-me que não cessa por ventos, nem água...
Porque em outros lugares remotos, ele é mais forte
E debaixo de profundezas marítimas se oculta dos homens
Assim como o leviatan caminha sobre águas profundas
Submergíveis  pelos homens em sua existência 
Que não significa nada pela igualdade de concordância
Em que matam inocentes e iludem mentes fracas

"Leviatan mergulha (profundas-mentes)...
Caça o homem sem vê-lo
E o encontra nas tuas construções
Ilude o sentido da utopia
Os deixando vagar como querem
Até o momento de sua profunda confusão."

O peso das muitas águas não se medem pelos olhos
Mas o pouco que se segura nas mãos, pesam junto a elas
E sobre-tudo que há, inda que não veja
Como passa pelo corpo, há peso ao vento
Como se medem as águas nas suas profundezas
Se não houvesse leis para as chuvas, ela jamais cessaria
E ao ver o vasto céu, se vê nitidamente como se ouve e sente a chuva cair...
Que há um caminho para o relâmpago e os trovões.

14 de março de 2019

Ode ao silêncio


Seresta das quatro estações
Tênue persiste seu soprar
Todo dono de ondas contempladas
Póstumo maestro das bandeiras

Desígnio de caminhos escondidos
Que se revelam em seu passar
E jamais compete em suas chegadas
Chega, tudo toca, em nada fica

Dispersam-se aos montes
E se desfazem/

Quem dera eu fosse teu existir
Para que soubesse de onde vem
E também para onde vais
Majestade onipresente, jamais cessa

Descansa em caminhos altos
A tudo ver e sentir/

Trazem as nuvens sobre todos os céus
E no além-do-além dá-lhes as formas
Que se desfazem aos olhos dos mortais
E caminha sobre a tempestade dos mares

"Que faz o homem se transformar
E começar onde a terra se encontra com as águas."



8 de março de 2019

"A metafísica tem como dever esclarecer aquilo que se está visivelmente sem forma num poema ou em um texto. Isso é; permitir a solidez para a transformação de um ideal que antes era sem um corpo e sentido." 
Destroçam reveses que saltam a b i s m o s 
Inspiram tempo e espaço, r e c r i a m 
Fórmulas infindáveis, e t e r n i z a m 
De um todo i m p e r f e i t o

De gestos refeitos e i m p r e c i s o s
E suspendem os tais t r e m o r e s
Descrevem a hora no c a i r da p a i s a g e m
E se faz matéria p r i m a

Entre obras intermináveis, i n ó s p i t a s
Desdenhando o pensar, r e a l i z a 
Escolhem tuas formosas i l h a s
Adentra teus o c e a n o s

A Desvendar maior saber e c o n h e c i m e n t o 
Sem meras teorias e d i l e m a s
E ficam a deriva religião e  d o g m a
Faz da bagunça uma obra de a r t e.
"Não são as melodias em suas formas de canções que nos podem dizer quem somos, mas como nos sentimos . De determinada forma, ampliamos as ações a medida em que pensamos tornar possível o invisível, o movimento."

4 de março de 2019

Há no firmamento do ar
Um silêncio estridente ensurdecedor
A alma cintilante a rodopiar
Porque livre da consciência do ser está
Um vento fúnebre a transmitir um recado
De que nos campos cantam a canção
Que faz a noite sem perceber chegar
Faz chover numa terra seca
Um frio lunar desejável
Um vento nevoento que brilha
Vem depois de ver o mar, eu
E a poesia é cantada sem música
Sem timbre e tom das pompas
Sem as cores visíveis que dão formas
Uma poesia fria que se faz verdadeira e fim
Fim para todas as meras ilsutrações
Passa a canção a entreter
E a dança toma a forma para representar sua arte
Esculpindo um olhar na tela que ninguém nunca olhou
A pintura sobre balaustres de arquitetura infindável
De épocas passadas que jazem nas memórias
Fazem melhor dirigir o futuro que chega agora
Como um presente que faz obra prima nas cortes dos malfeitores
E faz da bagunça uma obra de arte...
"Alguém preso nas malhas da consciência e vistas que o mundo lhes dá, torna-se impossibilitado de amar."


2 de março de 2019

Não canto a madrugada solitária
O sol a cantar, acabou a noite
Não finjo ou ignoro o que esqueço
Mas , canto por esquecê-lo.
Por sabê-lo que se foi
E se tornou canção da noite
Que se vai pela manhã
E trás o sol...
Pudesse eu suspender a hora
Inda que em em mero sonho
O curso das águas, e conhecer-me em ti
Inda que louco, igual a ti
De uma hora inenarrável
Guardada aqui, solenemente.
Em mim anoitece e apetece-me
O perfume adocicado do alecrim
Nos sentimentos ainda
Reluz um verso
E cintila o vento á janela
Sinto-me tão grande
Nesta hora solene
E passageira...
Que, assim como há sonhos
Dos campos distantes
Das eiras
Agora eu quisera
Que tu apenas existisse
No intervalo entre meu sonho
E o meu realizar sem ver.

Enquanto eu estava a ver o sol luzir nas folhas
Diante da janela do alto de um prédio
De uma rua ainda desconhecida
Sentia toda a brisa no meu rosto
Não quereria mais nada, senão a tu
Que me pode o destino conceder a desejá-lo
De mãos a pintar, deixou-me o retrato sem imagem
Melhor que o lapso sensual da vida 
Entre uma ignorância destas?
Sábio deveras o que não procura ser ou encontrar
Que, procurando, achará um  o abismo em tudo e em coisa qualquer
E a dúvida em si mesmo para além de tu
Colocam a dúvida onde há flores e luz
Damos quase tudo do sentido a entendê-lo, não!
E ignoramos, pensantes mares, somos ondas
Estranha a nós a natureza externa do nosso ser
De um pensamento que não somos
Falamos assim dos outros
Uma ausência clara e extravagante
Campos ondulam, flores se abrem, dão-se os frutos
Cora a manhã , e a morte sem razão
Aponta um falso norte e desfaz a ponte 
Terei razão, se a alguém razão for dada
Quando assim a morte conturbar a mente
Porque me tiraste a sensação de amar-te
E já não a veja mais...
Que à razão de saber porque vivemos
Nós nem a achamos nem achar se deve
Impropícia e profunda existência.

1 de março de 2019

"Como um incenso, libera o teu fogo."


(Fragmentos)

Os homens precisam mais do que uma religião. Mais do que isso que só lhe satisfaz...

Precisam de coisas não plastificadas... Para viver algo pleno e real, percorrem um caminho árduo e cheio de falsificações.  É quando nada mais satisfaz, que entendem que querer é se iludir.  Esperar é permitir que o tempo como a vida se realize em tudo, em cada um deles. Nunca se cansam.  Nunca se queixam... E uma simples coisa que o pareça ser necessária.  Se desfaz junto um vento ameno e agradável. O sentem surgir de dentro deles, e de cada um deles se partem os medos. E quase do mesmo modo que a sociedade impõe, tudo deixa de ser uma sensação,  se torna real e nada mais cabe em suas caixas.
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Os demônios

Os demônios A penumbra da madrugada fria Onde estreitos eixos se debatem Como um finíssimo aço na mata que se propaga Um saco de ossos v...