28 de julho de 2021

Do percurso poético Sonante. A torre do filósofo (A torre dos ventos altissonantes II)

"Do Norte sopram os ventos sonantes
Que se iram acima dos outeiros
Formando as tempestades acima do espaço
Fora do tempo que recria uma hora suspensa."

Nascem as flores de campos distantes
Longínquos horizontes sem formas e cores
Distanciando os homens das transformações
Que geram o avanço das máquinas e das constelações

E (continua-mente) propagam sonhos sem sono
Despertos sobre tênue realidade sem romper
O crescimento do (ser-existente)
A desconhecer teus próprios confins

Entrelinhas territoriais que conflitam os valores
Confinando sociedades sem princípios
Em seus meios se corrompem pelo preço imposto
Entre coisas que (sub-existem)

Compondo alta e inóspita torre além do horizonte
Cobrindo as montanhas e nuvens ao devir que dança no oculto
Dos olhos dos meros mortais...
Entre cores que vão surgindo e dão nomes as coisas

Antes sem as formas/
Depois engrenagens do mundo.

Tremeluzindo eventos contínuos e fascinantes
Que pelas mãos dos homens não existem
Não se podem surgir pelas mãos, nada são!
Senão sombra do pensamento, e ao surgir destronam

Tudo o que movimenta por um mecanismo
Feito por um antes pensamento, uma ideia
Inspirado no invisível da existência
Entre o ser e o ter que compunham  versos

"Ventos (altissonantes) ressoam como trombetas
A elevação das pontes que trovejam suas correntes
Que trás a chuva aos ventos e movem as nuvens
E formam horizontes incolores...

Fazendo nascer os outeiros e floras
Nascentes de límpidas águas
Que encontram as margens dos riachos
E se juntam aos confins inenarráveis...

Tornam-se inóspitos os homens, nada inspiram
E se perdem em seus cantos escuros de emoções
Tudo que nada é, senão o que vemos
De cores entre outras cores e dão-se nomes
Rejeitam o tempo e espaço, seguindo os sinais
Em que não se sabe criar, silvando uma canção...

O elevar da cura./
O refazer das estações
Sobre o quartzo que guarda a mirra-ardente
A alma sobre o quarto octaedro de janelas vitrais

Antigo silêncio no topo da colina sem sofismas e sem pirâmides
Sobre as leis da chuva e do vento por entres os limites dos oceanos
Que  faz nascer um caminho desconhecido
Até que se  possa desenhar e nomear

"Do alto da torre," 

Cristalizando corações amargurados
Coram os pensamentos e mancham a humanidade
"Do alto da torre," como fogo se vê o caminho dos relâmpagos

"Òh! Torre de ventos altissonantes, paira sobre o centro da terra
E me vê a te buscar como num sonho sem fim
Faz-me vivo dentro de mim, e me tira a existência das coisas
E então, eu farei menção das coisas invisíveis 

Não compararei ser como os corais ou rubis
Pois a tua formosura é muito elevada e maior do que tudo
E no limiar da aurora noturna, me prostro diante de Ti
E no abrir dos meus lábios, se faça notório o revelar de todos os mistérios." 
 

Preciosidade

Amanhã serei silêncio

Silêncio de um homem cansado  De tentativas errantes Mas que foi feliz ao semear bondade  Um choro reprimido agora partido  Deixo escrito o ...