23 de agosto de 2020

Levanta o invisível sentido e nos faz respirar e mesmo sem ver, clama a noite em sua perfeita vigília e sintonia. Faz sonhar um corpo que vigia a alma enquanto ela em águas profundas e distantes se levanta diante de uma entrada triunfal para teu dono. Os olhos que estão fechados, faz estremecer interiormente os sentidos para dar direção ao amanhã que parece um pouco distante enquanto dormes. A mente que descansa revolve como fogo a extensão do que quer realizar amanhã... Não se escreve uma carta para a morte, e nem se diz ao tempo para que se realize. Não se ama pelo simples fato de gostar e querer preencher o vazio do medo de estar só. Aguardar em silêncio pelas cartas da vida que quer se realizar é mais alto do que uma coisa que se deseja querer. Amar é um estação única que te faz ser os ventos a cantar na primavera para trazer as chuvas nos verões. É desfolhar as folhas de outono para desvendar sempre o novo dia que chega hoje para aquecer o inverno com o corpo transformado pelos sentidos que faz de si, idealizador de sonhos e não turvo e ambicioso por realidades possíveis. Lembra-te de agir com doçura, para ouvir o canto dos pássaros enquanto caminhas para o dia que te desperta. E não espere encontrar uma razão para ser feliz, quando a felicidade de existir te basta para se sentir completo. Enquanto dormes, deixa viver a alma, enquanto vives, cuida bem da tua alma e nunca estarás só."

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