21 de fevereiro de 2021

No ocaso erudito

Ao deixar trilhar os ventos
Sobre a face da vida
Toma-me o ocaso do sol
Como um canto erudito

Pairam os sentidos e adormecem
No perfeito tecer da natureza
Onde calmo o lago descansa
E a mata relvada se dança

"O emaranhado céu azul esbranquiçado
De a desfazer dos devastos embaraços
Uma rima verde, sincrônica e perfeita
Que desce e revela-se tênue."

Como uma brisa que toma a alma
E faz tecer o corpo pelo espírito
Existe e logo passa...
Por isso deixou de ser coisa comum

De caminhar teus passos se deixou
A encontrar motivo em não querer
Se faz pleno teu próprio saber
E agora compreende o que é simples entender

É como o fim de uma coisa outra
Que abre porta ao acontecer./
Revela-se nítida tuas águas
De uma pequena fonte que faz teu rio inteiro ser.

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