Despertam os sentidos enquanto durmo
Um sonho qualquer a esquecer a realidade
Faz silêncio na alta madrugada
E uma visita vêm diante dos olhos
Ainda marejados de sono
Deliro ou sonho acordado?
Um forte vento a passar
Como uma brisa fria e marítima
Um deslizar frio nas espinhas
Como se anunciasse outra coisa
Misteriosamente sombria a se revelar
Corre como uma criança ao me notar
Teus passos inaudíveis
Sobre a silhueta negra de palidez
Tecendo o sentido da vida
Lhes pontiam o chão claro
Sou terno e calmo diante da morte
Que sussurra teu querer em mim
Me faço silêncio diante do ato
Em que a nada pertenço nesta vida
Dou-me a conclusão real de tudo
De que nascemos e morremos
E que somos portas que se atravessadas
Se tornam abismos dentro de outros pensamentos.
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