Ao despertar do dia, que ainda não está claro
Meus olhos se voltam a imaginação
De sobre as coisas que ainda não vivi
Trazendo luz a própria escuridão do céu a acordar
Sobre todo ser vivente e todo o possível
Cada movimento da vida a esclarecer a existência
De que nem tudo nos serve ou cabe
Alto como uma estrela que vai dormir
Faz a hora nos viver também para além das nuvens
Que são como riachos inabitaveis aos olhos
Porque é além do que se vê e espera
Que a vida em nós cumpre teu querer
Longe de um destino esperado...
Aproximamo-nos do extraordinário
Que em sua finitude, chega gentil-mente
E quando se vai, deixa espaçoso o caminho
Porque antes, trilhamos os grandes vales estreitos.
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