13 de abril de 2025

A minha alma

A minha alma é uma casa abandonada 
Vazia de cômodos também vazios 
Meus pensamentos são chuvaradas reluzentes 
Que despencam aos arredores dos altos montes 
Que de pouco em pouco nada faz restar,
senão vales onde suas águas formam ribeiros 
Solitários e cheios de vida vazia 
Minha alma é imaginação não desenhada
A minha alma é sonho de um sono profundo sem descanso 
Velha e já cansada sem saber o que esperar 
A minha alma nada é senão parte do tempo dessa breve vida 
Ideia exagerada da soma de todas as crenças 
De uma única crença de que tudo isso vai acabar 
Sem mais nem menos, vai passar
Como também tudo isso chega a implorar 
A minha alma é a noite que cai 
Esse domingo que vai terminar como soma do tempo e vida
A minha alma é solidão e silêncio.

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