3 de abril de 2021

A ponte e a montanha

Que por cima das águas passam
Que movem corpos como vagões aos trilhos
Que faz chegar cada tempo a sua estação
Fria e imóvel a mover mentes até as paisagens

Que se elevam na mais alta montanha
Que festeja cada chegada das noites que por ali passam
Com o seu infinito balé estelar a girar
Sobre corpos que se distanciam da vida

Da vida que se quer realizar interior-mente
Para transformar o exterior visível
Formando passagens e caminhos finitos
Para nos dar graça da existência./

Que por ali paira a nos ver e sentir.

Como o passar da borboleta ao raiar-se do dia
Como a chegada dessa Ponte ao alto dessa montanha
Suspensa e alta,  tão assim, indescritíveis
Até que se possa realizar sua travessia./

Do anonimato para a vida.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Preciosidade

Amanhã serei silêncio

Silêncio de um homem cansado  De tentativas errantes Mas que foi feliz ao semear bondade  Um choro reprimido agora partido  Deixo escrito o ...