Que por cima das águas passam
Que movem corpos como vagões aos trilhos
Que faz chegar cada tempo a sua estação
Fria e imóvel a mover mentes até as paisagens
Que se elevam na mais alta montanha
Que festeja cada chegada das noites que por ali passam
Com o seu infinito balé estelar a girar
Sobre corpos que se distanciam da vida
Da vida que se quer realizar interior-mente
Para transformar o exterior visível
Formando passagens e caminhos finitos
Para nos dar graça da existência./
Que por ali paira a nos ver e sentir.
Como o passar da borboleta ao raiar-se do dia
Como a chegada dessa Ponte ao alto dessa montanha
Suspensa e alta, tão assim, indescritíveis
Até que se possa realizar sua travessia./
Do anonimato para a vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário