No regaço que cabe um inferno
Palpitando os sentidos mais inóspitos
Tornei-me como um túnel sem fim
Onde a claridade são meus olhos
Meu corpo como uma candeia que flamejante, aquece a alma
Que oculta para além do espírito
Quer se tornar um corpo mais do que vivo
Quer se inteira e dominar o ser indomável
Cultuar a liberdade do saber de todas as coisas
Não ser cortina de fumaça que ofusca o sol
Mas raiar como a luz do meio dia em meio as trevas
Óh, noite escura que se dispersa pela manhã
Faz de mim teu belo raiar
E torna minha alma alva e maior tesouro
Onde nada mais me serve senão a verdade
Que antes oculta, hoje me liberta
Da ilusão de existir apenas com o corpo
Pois a formação da vida está no sentido da alma."
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