20 de maio de 2010

Sou um navio sem rumo. Um avião passageiro, uma queda livre dento do meu medo, para no meu coração ter a minha salvação. Uma corda que lhe dá folga, um sonho que não se pode viver. Mas ao fechar os olhos, sonhar. Um segundo no tempo. Um poeta que quer ser feliz, e quando não é. Segue só por que é isso que me convém, fazendo duma poesia um socorro, e se o céu negro se tornar, com lápis irei pintar seus horizontes.

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!