Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

"Não diga nada, apenas deixe-me te contar algo;
Chove lá fora, e tudo parece vago,
Mas cada gota que cai, corta o silêncio que há em mim
E deslizo como cada gota de orvalho sobre as flores
Distantes de mim, num campo mórbido e cinza
Pairo aqui só e o silêncio que deveria haver em mim
Se quebra junto a tempestade que se forma depois da chuva
Sou um sonho inadequado para tudo quanto existe lá fora
Nada importa, senão estar aqui e ver, notar;
Que além destas cores, há um espaço em nós
Pobre como são as vitrais periféricas, desnudo
Meus pensamentos e encontro-me aqui
Ao meado de tua companhia muda, inquieta deste lado
Que em mim desconhecido, faz nascer o anseio
De saber o que há além deste espelho que me reflete
Tão certo e nunca falha ou erra, pois reflete certo
Porque nunca pensa, meu erro o de pensar
Quando posso eu mesmo ser a chuva que cai lá fora
E me despeço como o som que faz duma simples chuva
Uma forte e devastadora tempestade, calmos somos
Quando não pensamos, e escolhemos ver, apenas.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

"Tudo; eu digo tudo está definitivamente certo. Só depende do lugar onde você está. #

sábado, 7 de janeiro de 2017

"Não compreendo bem, o que se esconde
Sobre este olhar trespassados aos teus fios de cabelos
Que tão seus, movem teu sorriso para dentro
Uma sensação estranha, sobre uma imagem muda
 
Que me toma por um segundo, e cria um momento
Que me perco a escrever versos incontidos,
Reverso ao instante, que nada havia, desce
Fria brisa em meio aos pensares, que dissolvem o silêncio
 
E transforma o ruído em canção
Faz do tempo o campo
Onde me deito a pensar
Se te escrevo ou só te vejo
 
Mas daqui d'onde estou, não é possível me conter
Sobre cada linha que desce e dá forma
A vida, como ele é, assim tua imagem muda
Cria e ganha vida em mim, não por ousadia
 
Ou se quer atrevimento, mas com uma razão
De quê o que  chega, chega sempre por alguma outra razão
As vezes permanece, entre outras se esvai,
Mas faz-nos entender, que somos um vento a soprar
 
Que em tudo toca,
Mas que assim,
E em nada fica."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Este universo, contido e derradeiro em suas vaidades
Faz-me descer profundas entranhas de estranhezas
Perturbam o movimento do instante, em que me acho
Pois logo me perco neste enredo que traz a vida
...
Não para que eu me desfaça, mas entenda meu destino
Mil páginas para lembrar tudo que esqueci, desvanece
E torna súbito o pairar do tempo, que transfigura tua chegada
Não são como as coisas eram antes, algo se perdeu
 
Mas fez novamente surgir o sentido de que passa o tempo
As vezes por nós e se quer notamos, que nada somos
Senão o instante que também passa, erramos em querer
Quando um gesto pode nos tornar justos a ter
 
Portanto alguns dias se passaram e eu nem sabia
Que estaria aqui, tão perto que fez-me sentir tua chegada
Havia ido em um tempo, que eu jazia esquecido,
Mas em mim, o palpite de recomeçar, aqui sem recordações
 
Apenas movido e contido por um sentimento que nunca partiu,
E tornou a ser real a chegada do teu ser, ora como a primavera
E não tão frio quanto me parece o inverno, pois aquece-me
Aquilo que sinto e sem perceber, te noto do mesmo modo que antes,
Te sentia,
"Somos incompletos até que possamos encontrar o que nos move. Quero dizer; Somos nada quando sozinhos pensamos ser alguém. Coisa nenhuma temos, senão o intuito de buscar ser. Quando passamos a ser, muito se passou e deixamos mais ainda se ir... Então que tenhamos mera paciência em esculpir o instante, e nele aproveitar o momento, que também partirá. Então, sonhamos, porque só podemos realizar uma coisa. Quando outra abandonamos, e assim, nunca somos ou seremos nada. Senão simples transeuntes. Que pela manhã tem vida, e durante a noite; padece ao fechar os olhos, somos uma sinfonia formada de pensamentos. E só formamos a canção quando então, vamos, e realizamos sem ouvir os ruídos deste século."

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Caminhos
Caminhos descalços para pés suaves 
Ainda assim, cansados
Colchões duros para noites macias
E ainda assim, insones 
Mãos inseguras para mentiras firmes
Ainda assim, mutáveis 
Olhos incertos para segredos certos
E ainda assim, insinceros
Para pés suaves cansados
Para noites macias insones 
Para mentiras firmes mutáveis 
Para segredos certos insinceros
Para, pés suaves cansados
Para, noites macias insones 
Para, mentiras firmes mutáveis 
Para, segredos certos insinceros
Para!

Assores, 

domingo, 1 de janeiro de 2017

"Lembro-me de esquecer de lembrar
Que em mim, há um sonho
De te encontrar, sem deixar que o tempo passe
Ou acabe, não me embriago para te ver

Pois te vejo como um reflexo de mim
Diferente daquilo que buscam, por tolices
Não posso me mostrar pelo que me veste
Se sou as vezes, fragmentos por dentro

Ora, sou mais como uma nota
Que busca encontrar-te como instrumento
Não como quem toca pelas notas
Mas como quem busca a verdadeira canção,

Cresce em mim, um enredo, chamado vida
E me esqueço que envelheço neste segundo
Inda que pouco, me aproximo de tudo
Que antes esteve distante de mim, mas tão perto

Que de tantos quês, me esqueço dos porquês!
Pois não duvido disso que escrevo, vem formando
Verso a verso, assim, te encontro, em mim, 
Sem que te toque, pois me basta eu ouvir esta canção...

sábado, 31 de dezembro de 2016

"Sim, muito se passou, até aqui
e agora a engrenagem, gira, roda
dispara e encerra mais um círculo
do qual passamos, como tudo passou

Em dias e horas, em altas marés
diversos segundos, e devastantes tempestades
que nos soaram o medo e nos deixou
em casa para refletirmos em nós, o que somos

Estas reviravoltas, em desastres que não mudam
antes eu tivesse esquecido de estar, viver
fazer como quem se quer compreende, e fluir
como furioso rio que rasga a terra e vai pro mar

Seno eu meu leito de origem, estaria acolá
a mover os momentos e nada estaria perto de mim
senão aquilo que nos faz bem, como mares de bens
deixando a deriva os pesadelos, transeuntes alheios

Não é o fato de acabar um ano, que nos envelhece,
mas cada dia que se esvai, e deixa
em nós a certeza de que crescemos, e pouco somos necessitados
de tudo quanto fazem igual, sejamos diferentes,

Indiferentes ao mundo decadente,
Não há festas, mas depravações...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Deixe-me entender este seu caminho,
Ver-te pelos passos, e amar-te pelos defeitos
Que expressam teu ser profundamente,
Assim se faz existir teu interior, declina...

Teus pés as rochas, e faz existir
Um aroma, chamado também, coração
Inspira os medos, e faz-me ir,
Sempre além do que dizem ser

Porque em mim, tu és, fonte real
É desejo contido sobre mim, para as coisas
Que passam e deixam falhas,
Porque meus pés, são vida que inspira

E me guio pelos teus passos, Soberania
Como tal divindade que em meu ser,
Faz-me crer que além de mim, há outros
E vivo, desperto como um rochedo alto

Que supera os descaminhos, e se encontra
E morre sempre para os ruídos, pois prefiro ver-te
Oh vida! Divina ...
Sou teu sonho, assim realizado.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Incrível esta paragem do tempo,
Em meio a este silêncio, e falas
Em meu coração, que se quer tem palavras
Uma mera demonstração, teu olhar

Ouço teu fluir, dizendo me amar
Deito-me ao teu peito, e me silencio
E todos os medos se partem
E vem teu coração falar ao meu

Acalmando minha tempestade interior
Não, a alma não se agita, e nem quer atenção 
Destas coisas que me fazem duvidar, te espero
Diante destes rochedos, que findam a noite

Não te quero feliz como este regaço de flores
Mas triste, para eu te ver, te notar
 E interiormente conhecer-te, sem notas
Sem dúvidas destes turbilhões

Deixe-me quebrar estes rochedos
Que te assustam, e me deixa te ver pelos defeitos
E deixa-me silenciar o mundo em ver-te só,
Para minha ser, e me realiza, sem te conhecer!

sábado, 17 de dezembro de 2016

Uma onda, leve onda de um vento
Solstício, que percorre este campo
Vasto, onde me perco, e acho o que se perdeu
Nada em mim, é segredo, mas sou mistério
 
Estranho este modo que vejo isso passar
E passa por mim, uma borboleta
Verde, lilás, em vida sem flores
Pousa, mas logo parte feito o vento
 
Que em mim veio, mas se foi também
Como venho e me desfaço,
Um rio que corre, vagamente em meus pensares
Que desenham um mundo, silencioso
 
Distante e alto destes muros, que cerca tudo
Tudo como pessoas, a fingirem os sentimentos
Me despeço e canto feito um pássaro,
Em poucos versos, que fazem canção
 
Não desse amor, que paira sozinho
Fingido e sem sentido,
Mas por este coração, que mais sente
Do que fala, e assim, vive plenamente,

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Tende-se-a atrair, descobrir
Por pessoas que se vestem
Fingem ...
De roupas diferentes
È só isso que muda."...
Meu fascínio de
Sair dali, era mera ilusão
Eu estava preso a meu fascínio,
Me desprendi ...
Foi aonde eu nasci, longe
Descobri ...
O mundo, é uma ciência sem explicação."