Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Ora, silêncio sútil e voraz
Que rompe meus ares que respiro
É como regar os campos e florescer
Sou voz que ecoa o silêncio...

De uma noite inteiramente estrelada
Onde o som das aves navegam mares
No eco da realidade invisível
Que aos olhos me fazem imaginar

Sou tua embarcação desenhada
Dentro deste velho coração na existência
Chamada canto de tudo
Mas onde não há nada

Velejando teu corpo em bel prazer
Longe de curvas e estradas pra te achar
Inteiramente pela alma e teu coração
Deito-me no silêncio alto e voraz

Sobre teus seios a descansar
Saudade que me evade, faz cantar
Tão bela poesia que me lembra teu olhar
Amo-te pela existência do teu ser

"Rompido os ares, te respiro...

A Keile F.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Tinha os olhos abertos...

Caminhava debaixo da chuva,
E eu era cada gota a cair
Banhando os campos longínquos da minha existência
Tinha os olhos abertos...

Mas sobre a face ainda quente
As gotas fluíam abaixo, como orvalhos
A lavar a folhagem dos mais lindos lírios
Um longo caminho a percorrer

As luzes da cidade alta
Me seguiam passo a passo as eiras das calçadas
O chiar das rodas pelas avenidas molhadas
A vida apressada, o tempo a correr

E despercebido pela febre
A temperatura de um breve delírio
Em que eu fui antes o chão pisado
Refletindo a mesma realidade dos olhos iludidos...

Depois me sentei ali/
E me calei para sentir o aroma do chá

Ainda chovia/
Eu secava o rosto
E os olhos vitrais,
Não estavam embaçados

Eu, bem...
Apenas me calei e não havia sensação nenhuma
Senão da febre que descia, e eu não delirava
Sonhava o reverso dos olhos
Sentia em mim, a Alma.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

"Não tenho criatividade dentro da minha imaginação para não enganar meus olhos e iludir meu presente. Tenho de fechar os olhos e recriar a mente para não ludibriar o corpo que faz-me enxergar a mim de dentro para fora. Consciente de quê nada permanece para sempre aos olhos. Eu sou o reverso, a matéria prima, fazendo dessa bagunça uma obra de arte."

Ora, é no revés do mundo sobre tudo o que eu não sou que minha vida vai se transformando. E enquanto eu canto se vai movendo a minha alma e não é esperando o movimento dessa planície superficial que piso e caminho que a mim e para mim poderá me ditar juízes e deveres. É crendo que vivo a transformação interior, a realização do meu destino. E no ápice dessa altura aonde sou estrela sem forma e lados, que descobri que não sou castigado pelas malícias que não tenho, pois em mim, elas não existem. Sou esquecido pelo mundo, sou eu teus arredores, vento forte que em tudo toca, em nada fica! Sou repreendido e aprendo a não viver paixões e perigos abissais.
"Eu sou o sentido oculto das palavras, o navio de cabeça para baixo a naufragar bagagens alheia que pesam. E tudo o que emite luz, deve então, suportar o fogo."

Palavras que navegam...

Profundos mares de variações
Tempestades vazias de lábios impensáveis
Fazendo flutuar a dor invisível
Moinhos de ventos
Que a nada respondem!
E suspendem as bandeiras
Direcionando atalhos e percepções
Organizando as ruínas
Desmoronam os outeiros

Sou o solo perfeito
A melodia e notas
Que me tocam e compõe
A ascensão ressuscitada, sentida!

Me perdi, e tudo achei
E nada dali quis levar...

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Outrossim realizamos

Em nada somos silenciados, mas perturba o vento
O penhor do momento que nos dá a vida
Visto que tudo se parte as águas
Toda campina dá seu mantimento

E aprendemos no mapa, não com o guia
A voz majestosa como ela só
Que toca e paira no ar e ressoa nas águas
Criando novas realidades

Puxando-nos pelas mãos com gentileza
E terna mansidão, mas com a força de um trovão
E num sussurro liberta-nos do medo,
E seguimos para as eternas possibilidades

A vindima de nós para os campos
E sentimos como somos ventos
E de vento e popa...  O tic-tac...
E tudo se realiza quando sonhamos...

Porque acordamos!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Chego e apenas me deito...

Em teus seios e conversamos
Quando de nada sabemos lá de fora
Passa por aqui o doce aroma dos lírios
Que se vestem de uma história
Que nos faz dormir na eternidade
E o tom de sua voz é música
Enquanto tudo acontece e passa lá fora
Nosso tempo para e descansamos
Sem a preocupação do amanhã que chega hoje...
A edição desse prefácio colorido
Sem letras que matam o sentido da verdade
E faz-nos ficar a sós
Sem nunca sermos corridos
E na alta madrugada sonhamos distantes
Dos barulhos das máquinas
E dos conselhos dos ventos
Que para lugar nenhum leva
E realizamos na espera
Conquistando o tempo e o espaço
Para todas as coisas que são nossas
Que nos outros, não cabe...
E voamos sobre o mar
Sobre as asas que não pesam uma pena
Realizamos a história de não escrever
Mas viver o que não podem os outros, nos faz sentir
E nos perdemos pelas ruas e avenidas cheias
Para nos achar o silêncio e calmaria
Que andam na contra mão das engrenagens fantasmagóricas...

domingo, 12 de novembro de 2017

"Porque nada é o que todos têm. Porque nada que tens, tem os outros. E tudo só se ganha quando se sabe esperar."

sábado, 11 de novembro de 2017

• Feito de riquezas mortas • 

Tríplice sentimento! Amor, honra e fé. •

Inspiração é amar-te,
Porque ao mar me dou sem medo.

Rossane Sales,

Eu e você!
Dançaremos juntos a luz de um lindo luar
Enquanto as estrelas. banham o céu, e o vento toca nossas faces. A canção embalará o eclipse de nossos corpos, e nos casaremos com a bênção de Deus sobre o nosso amor. Que será batizado pela perfeição e o dom supremo de amar.

A Keile F.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Porque todas as fontes...

Nos servem de energias
E geram a vida
Seja diante dos olhos
Ou para dentro do corpo

Que para os olhos
Movem os pés e o trânsito
Que para o corpo
Faz existir a alma

Pois que de todo o princípio
Tudo se desfaz e faz em água
Pois a energia do campo
É e são as águas da chuva

E faz alimentar o corpo
Movimentando a alma...
Como profunda engrenagem
O rodopiar do globo terrestre

E as mãos criam
O que a mente imagina
E a vida acontece
Sem mais e nem menos

O tempo

Que nos desperta, faz de nós uma passagem
De ternura para a vida, que é corriqueira
Pois nos deseja também pelas falhas
Nos arrumar, e cumpre-se o destino....

"Quando esqueço-me de lembrar de esquecer....

O destino gentil chega e senta e suavemente fala;
Diz que tudo somos
Que de nada precisamos
E se desfaz os ventos marítimos

A noite se finda, e se faz dia
Tempo de esquecer o sonho vivido
Para realizar o instante
Em que tempo, se faz em meio ao sorriso

Que surge no instante do imperfeito
Que desenha-nos o céu que faz chover
E nada acontece sem que antes tenhamos
Realizado a partida de um tempo, jaz esquecido...

"E lembro-me de lembrar;
Que sou mestre do meu mar quando há sol ou tempestade...