Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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domingo, 20 de agosto de 2017

"Há doidos pelos manicômios com tantas certezas e razões. Que não há um que eu não inveje em estar longe do turbilhão da sociedade que age cada vez mais inconsequentemente.

Porque meu corpo é a  sepultura da morte • Então caminho a terra assolada. Porque também a minha mente, são os olhos da minha alma. E ela, mesmo que não reine. Sabe que cada passo é como o desígnio que pelos próprios olhos, são incertos. E exatamente pelo que não se vê e nem planeja. Tudo é certo! Porque nem meu lado esquerdo e nem meu lado direito, me levam para algum lugar, mas há lugar nenhum.     • Então eu crio sem patentear. Sem ponderar, e eu vivo, sonho. E faço da vida, minha infinita novidade.

• E nada há,

Senão tudo quanto pertence
A quem tudo fez e criou
Entre justiça e perdão
Se desfaz tudo quanto existe.

• Tudo se desfaz

Porque nada há que se eleve
Sobre a vida, senão existir apenas
Tudo que somos, é parte da criação
E somos apenas uma das letras, dessa história.
         _____ Que ocultamente vivemos. Sem muito entender!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Jamais se poderá mudar o amanhã, estudando o passado. Mas observando o passado, se pode mudar o presente, e possivelmente fazer parte do futuro.

Desnudo-me ao entorpecido silêncio. Recitando cada sentido em mim, para um solo de notas surreais. Sou a tela antiga, que desenha traços do cais já abandonado pela vida. O tempo de folhagens outonais que se quer pôde varrer o vento. Um respirar sutil, que faz sussurrar a suspeita de que em mim cabe todos os sonhos do mundo. O movimento que espia as estradas e faz percorrer trechos inexploráveis, sou o sentimento inenarrável. Que transforma silêncio em existência para tudo o que há. Em torno dessa aldeia, vagueia um fantasma, chamado realidade. Nela, as vestes não são senão corpos, e todo campo habitado, nenúfares que dançam e naufragam as paixões. Sou a nau, que faz embarcar ondas puras de anseios pela morte, que faz-me tão vivo. Que existir perde o sentido de que eu seja alguma coisa. Eu sou a minha alma!

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ad mortem

Ad mortem,

A vigília noturna de sombras e pesadelos
De portas que deparam minha alma
E finda meu corpo a primeira passagem
E rompe o cordão da realidade...

De olhos fechados, o corpo imóvel
E a sensação suspira em meio a fria noite
As horas declinam e o corpo se aquece
Busca te encontrar, nos escombros

Por detrás dos muros altos
Que as mãos não alcançam,
Mas alma súbita e fantasmagórica salta
E faz-me alcançar longínquo horizonte

Do qual meu ser transforma em nada ser
Uivando os ventos, a súplica do tiquetaquear do relógio a parede fria
Batendo a janela, a vazão da existência, vida, flores e fim

Começando uma nova história,
E passa por mim, a realidade
Por detrás de todas as coisas
Que sonho em realizar, sem tocar

Porque nada vejo sem antes perceber
Que os olhos quando se fecham
Torna-me defunto de sonhos mortais
Pois sou um baú, velho e antigo
Chamado de sonho sem sono, e morto para que viva!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Chove...
E cada folha regada, faz-se mórbida e fria. Tua pele gélida, apetece-me num segundo pleno, do qual te formo mais cintilante canção! Ilha de naufrágios e profundidade de mares esquecidos.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Suspeito minha quimera e sonho
Ao relógio que não faz tic e nem tac,
Tornando-me a suspeita do meu crime
Deixando suspenso o que verdadeiramente sinto e busco
Nada encontro senão a consciência perdida
A engrenagem do relógio, me investiga
Como único suspeito de mim, reverso
O fogo, a água e um leve tilintar
Como taças que se quebram
Refazendo giros de ventos ao espaço
Século de um mastro perdido
E direções suspensas as cordas
Que se queimam pelas razões
De guerras que confinam fins sem fundamentos
E todo profundo mar ganha força
Muito sabem de nada, e vagam as estações
Como mortais de trilhos fixados
Que tornam a carregar, nada além. disso
E todo oceano ganha vida, sensível onda
Marítima que em mim, faz sentir
Esta passagem, breve, mas titânica
Definhando meu ser, intocável e inconfundível
Me tornando um significado oculto
Entre os muros e sonhos que devastam
Meu íntimo ser que nada é senão uma horda
De notas que pairam e flutuam
A buscar o ninho, como o leito de sua origem
Durmo e sei que me zelam anjos
Invisíveis que pavilham minha alma, e transformam meu existir...

O badalar do relógio,
Que descompassa,
Tornando surreal, o que em mim não faz sentido. Penumbro a noite que cai, e me declino neste corredor, sufocado de sombras. A meia luz da sala, o terno silêncio avançando o constraste dessa imagem nua a parede, de uma tela antiga e empoeirada. O mundo em caos, e me deito a relva dos pensamentos, contraindo o corpo ao tapete despejado ao chão frio, que mesmo assim, aquece-me. Ora, que bate a janela. Senão o vento inquieto... Tudo se esvai e então desce brisa noturna, mortífera. Entre a silhueta do que em mim se faz distante, mas traz-me o vento, a sensação de que há muito mais do que posso ver ou sentir.
E danço no topo dessa montanha sombria. Vejo o mundo em declínio, e sou fascínio, loucura... Abro os braços e danço a luz da Lunna. Antiga e intocável, aprecio a flor da noite, chamada síntese da atração, e eu corro para me perder na mata escura, deparando-me a tua imagem no rio, onde me dispo e mergulho tão profundamente que não preciso te tocar para te sentir. Profunda canção de ninar, tocam as folhas e a escuridão se desfaz. Sem me submergir, sou a superfície do teu corpo, e cada curva que vejo como estrada, se faz nota, orquestra dos meus sonhos. Dentro de mim, bate este velho coração, e sou teu ar a respirar e lapso entre a realidade e o desejo.
Uiva o vento, e toda aldeia adormece. Rufa as folhagens, e a lua imaginária cobre o céu sem estrelas, o brilho que há em teu oculto ser, faz-me colher flor noturna que dança entre os alicerces espirituais. Movo o tronco de carvalho e me sento a vislumbrar teu marítimo ser que existe na eira dessa fogueira que acesa aquece meu ser e faz profundo em sentir. Cada meado de suas mãos fervorosas, veneno mortal são teus beijos e perdição teu corpo. Que antes um farol, agora se apaga e deixa-me ao léu deste infinito aeon. Bailando teus finos fios de cabelos, e encontro a ponte que finda este mero sonho. Desperto, e não há sombras, mas a luz que .mostra-me o caminho, deito-me ao teu lado, respirando teu ser que flameja o frio, e me aqueço em te ver. E me atento em não tocar, mas apreciar tão belo sonho de uma princesa que antes fazia-me sonhar, e torna possível a realidade perceptora que interiormente em mim, adormecia.... Chia as copas altas das árvores, e cantam pássaros. noturnos, e durmo quem sabe que sono sem sonho, é viver além das mortalhas das ilusões.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Porque eu gosto do que não existe

Porque me ilude tudo que vejo
E sem mesmo ter a razão, chega e passa
Muda e toma meu tempo,
Faz-me tanto pensar, e digo sim

Se eu movesse a ponte ao leste
Certo de que chegaria a todos os Nortes
Sendo eu movimento das águas
Ondas titânicas, prazeres profundos

Farol do sul para limiar o leste
A eira da tempestade, o relâmpago reluzente
Que ilumina vastos e campos mórbidos
Esquecidos pelos nãos que enterram as certezas

Gosto do que não existe,
Porque torno real mi'alma que cintila
Pouco importa o sentido do medo
Pairo entre a parede e a luz do sol

Calmo no meu silêncio
Interiorizando o canto que só, eu ouço!
Disperso, existo além de mim e o que vejo
E então, dou nome ao que não existe

Versos ocultos, linhas que aquecem
Como sol desta manhã, canso de ser
E começo a servir a natureza
Para dar vida ao que está morto.

domingo, 6 de agosto de 2017

A minha febre de sentir

Diminui a pó os trilhos, os vagões
Que pesam e arruinam as terras, os campos
Derriba as fontes longínquas, corriqueiras
Aproximando-me dos extraordinários

A minha febre de sentir, leva-me
Para andar, ao meu lado oculto
Nem em torno da esquerda,
E se quer o que vê pelas direitas

Afinando essa canção, como quem canta
Mas se faz mudo, quieto e todo silêncio
Para ouvir o entoar dos bicos dos pássaros
Que migram do norte ao sul,

Nem bruxas e nem sol que aquece o corpo
A alma transpira em pensar, medito
Esta distância entre eu e as realidades
Súbito caminhando de mãos dadas

Porque a companhia do outro, me desepersonaliza
Não é egoísmo meu querer ser só
Pois não nasci escravo, e aprendi a amar
O que que em mim, é distante

"E somente realizo
Em perceber
Qual canção
Me compõe."

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Me deito no silêncio da tarde

E tombo o pensamento a cintilar
A pequena entrada do vento, sem sol
Ao leme tua imagem no teto de estrelas
Fecho os olhos para te buscar e sonho
Com o ribeiro que me banha, o teu corpo
Macio a deslizar a grama, e deita a cabeça
No peito macio que enlaça as batidas
Teu corpo de porcelana, a  minha arte
Sou a cerimônia e teu gesto simbólico
E te visito ao rito dessa tarde em formosa obra
A peça que também reflete, mobilia os meus olhos
O espaço que entre este tempo e espaço
Faz-me calar, tudo sentir
E em nada ficar, feito vento que passa
Lá fora, o vento
Que leva a tarde,
Te fiz bússola a me perder
Sem direção ao léu de estrelas
Tornando tu, formosa minha, constelação.