Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O tom do pensamento imperfeito. O sentido do inverso

O tom do pensamento imperfeito. O sentido do inverso

Em meio ao silêncio, desfaz a insensatez
Que em mim, não tem sentido algum
Me pergunto se a vida deve ter algum sentido!
Mas paro, não penso, reflito...

E tudo começa a fruir como uma canção
Que entoa dentro de mim, faz nascer
Porque antes houve menos sentido
E se não fosse as nuvens a cobrir o sol,

Eu não descansaria á sombra/

Tornei-me a ser o sentido oculto
Onde habita parte da minha solidão
E sentei-me a pedra muda em meio a relva
Há sentido nos orvalho que descem ás folhas?

Foi na passagem entre o invisível e o real
Que descobri que não somos nada além do que pensam
Mas em nós achamos mais do que um sentido
Encontramos a vida em solicitude

E o tempo passa, e vamos além
De qualquer simples ou mera realidade
Porque somos um mundo, e pensamentos riachos
E a imaginação a fonte das cachoeiras

E cada paisagem, é tudo no que sonhamos em viver...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Transforma-se o recinto

Onde transborda o coração em pensar
E se revela um refinado mistério
Nada comum e extremamente extraordinário
Mergulha os olhos no canto da sala

E vago confuso nesse sentimento inóspito
E vejo o que nunca vi
Sento no silêncio do quarto a meia luz
Onde habita o verso oculto

Que sou eu!

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

"Nenhum homem pode fugir da sua própria sombra. Porém, ela sempre está embaixo. A sombra é sempre feita por alguma nuvem. E só pode cobrir os olhos e fazer se perder os passos, quando ganha vida na imaginação dentro dos pensamentos do próprio homem."

Lugar secreto

Toda via é o que sente
Se engana, mas supera
Como se fosse o próprio tempo
A fluir como águas do riacho

Que descem e buscam caminho
Sobre todas as coisas navega
Em outras vezes ali fica
E tudo faz perder o sentido, o brilho

É majetoso quando solitário
Porque faz tudo entender
É nível profundo em solicitude
E sabe a vida expirar bem

Com ele não se pensa
Mas se pode conquistar sem os olhos
Extraordinário, porém pequenino
Mas faz cada batida ter um sentido

Move o mundo
E desfaz a tempestade
É mistério...
Essa terra chamada, Coração.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Você possui todas as cores

E meu mar dança a beira de seus passos
A luz da lua declina e se deita a superfície
Do mais profundo azul dos oceanos
Um pensamento suspeito paira e some

Toma a forma de todas as estrelas
E faz parar as embarcações
E os outeiros se movem no infinito firmamento
Onde nascem jasmins de todos os tons

A este amor que não posso definir, medir
Pois quem dera fossem as palavras sentimentos
Navegaria constelações de todos os planetas
Somente para desenhar  o mundo em minhas mãos

Assim tudo seria teu
Nada me pertenceria
Porque sou apenas metade
A outra é nada, é sonho

Que em meio as tuas cores
Tudo deixa, abandona
Para ser lua natural
Fazendo navegantes, dormir e realizar

Enquanto sonham...
Você perfeita nau
Onde me deito a proa do vento
Amo-te desnuda dos efeitos dos lápis

Pois tu possui todas as cores

Ruminam os outeiros ao vento
E as nuvens trazem o inverno antes do tempo
De passos ao vento e sopra um moinho
Na tarde inaudível, e vem caindo á noite

Anunciando uma nova caça silenciosa
Onde olhos não podem enxergar o caçador
E as engrenagens forçam o vazamento
Do óleo como vapor de lágrimas

Há uma canção que canta a morte
E portas escuras se abrem para os corredores
Escuros, onde ecoam vozes desesperadas
E nada além desse último suspiro que falta

O vida alva para aquilo que vaga no além
De cabeças controladas, mentes supérfluas
Corpos que são jazigos da alma
Terra estranha o coração a navegar

Ilhas conhecidas, mas que não sabe a alma
Afeto cinza de cordilheiras quebradiças
Destronando arredores de comportas
Onde vagamente o corpo vai morrendo
Antes do natural envelhecimento, cada dia...

Tudo distante, ainda que veja os olhos!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Desce esse vento como sopra às folhagens
E caminho vagamente sem a perturbação
Dos galhos altos e suas folhas a despencar
Eu sou o assombro da vida e caminho

A tríplice dessa incógnita realidade
Desfazendo meros devaneios de homens mortos
Que respiram a  mortalhas dos desejos

Que sucumbem o abismo dos olhos
Que se prontificam a encontrar a jóia
Que por seu brilho e vestes
Torna-se sombria obra da procura

Que levam aos labirintos das máquinas
Quartos onde toca a canção sem a dança
Luzes que ofuscam o sentidos
E flui veemente perdição, oh, lirismo sem fim...

Abre a cortina e despenca o sol
E ao cair da tarde, são cinzas
Até que o galo altera o sino
E se abrem as sepulturas.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A luz da lua se antecipa no céu

E as folhas estraçalhadas são brancas
Como pequenos flocos de neve prateada
Formando caminho para encontrar á trilha

Onde há uma pequena fonte
Que rasga a terra para formar o rio
Que chia com tuas ondas verdes e prateadas
A luz tombada do poste esconde o retrato

Que é formado pelos arbustos de flores
De formosos buquês azuis e vermelhos
Flores para colher as mãos e fonte para molhar os pés
Que descalços amaciam a terra ainda úmida

A chuva que cessou deixou o perfume inóspito
Por entre os corredores deste belo jardim
O que se esconde ali?
Por detrás desse cantar que faz nascer a noite?

Canto mais lindo, mas sem face
E procuram  meus olhos repousar o corpo
Que febril, dispara e procura e encontra
Tão suavemente me sento a repousar

" E silencia os medos
Colho a flor
E te encontro em mim
Linda flor de Lilás

Eu sou o assombro

Desce esse vento como sopra às folhagens
E caminho vagamente sem a perturbação
Dos galhos altos e suas folhas a despencar
Eu sou o assombro da vida e caminho

A tríplice dessa incógnita realidade
Desfazendo meros devaneios de homens mortos
Que respiram a  mortalhas dos desejos

Que sucumbem o abismo dos olhos
Que se prontificam a encontrar a jóia
Que por seu brilho e vestes
Torna-se sombria obra da procura

Que levam aos labirintos das máquinas
Quartos onde toca a canção sem a dança
Luzes que ofuscam o sentidos
E flui veemente perdição, oh, lirismo sem fim...

Abre a cortina e despenca o sol
E ao cair da tarde, são cinzas
Até que o galo altera o sino
E se abrem as sepulturas.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Aquila non capit muscas

Uma pessoa de espírito superior não se preocupa com ninharias.

Tudo o que comemos se torna sangue. O oxigênio!
Tudo o que fazemos hoje, a consequência do amanhã. A realidade!
O resultado do óbvio, bom ou mau.
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Uma vela
Não pode iluminar melhor uma caverna
Porque é somente dia
Assim quem vê o escuro, não sabe
Se a claridade do dia enxerga a escuridão da caverna...
Somos mais interiores, porque nos impedimos mais do que nos limitamos a fazer
E por mais que saibamos pouquíssimos
Sobre as coisas que vemos aqui do lado de fora
Á vela que ilumina a caverna
Ilumina sempre com a mesma proporção
"A de fazer enxergar."
A profundidade da sua realidade existencial
Está quando ela se apaga; Assim está o guarda-chuva,  para quando chove aqui fora
Quem se atreve a entrar e acender outra vela, quando essa se apaga?
E quem ousa sair para molhar a veste que guarda o corpo? Quando não se têm o guarda-chuva? Que também serve de guarda-sol? Mas não pode impedi-lo de aquecer e alumiar o mundo?
Quem dentro de si faz para depois pensar!?
Talvez o erro seja pensar antes de fazer
O que determina o resultado, é se somos pessoas boas ou más.

Releitura moderna do amor

Releitura moderna do amor

Como se diz não amar e sente e passa
Feito às cortinas da chuva que caem
Saber interpretar como quem dança
Não como pede a canção, mas desenha às ondas

Fazendo essa releitura e não há Julieta e nem Romeu
Não há dramas nem peças
Que não pregadas pela vida, faz-nos bailar
Passo a passo para alcançar

Os cristais que destroem palcos
Que são estórias que ecoam
São nos meus discursos silenciosos
Que refaço este montante coração

Que sobe as ruas e desce os degraus da escadaria
Para que em tudo eu te veja
E não haja releitura moderna que isso mude
E o amor vem reinando;

E novamente o vento é o verso e sopra a semente
Algo diferente em nossa frente
Não dá para entender
Mas sabemos quando vamos viver

"Toda hora em qualquer lugar.
O amor precisa Reinar."

domingo, 7 de janeiro de 2018

Tampouco me importaria as razões
Que tangem meros anseios e preocupações
As mesmas mãos que semeiam, colhem
Estou certo de que se há chuva
Há de haver uma colheita onde também há sol
Mas do mesmo lado onde se esconde a chuva entre nuvens
Tão maravilhosa essa existência
Que não se pode medir, nem pesar
Chego e sento e nunca saberei o preço
Que minha alma pagaria por essa calmaria
Porém, aqui está o seu digníssimo valor
Esperar na paciência que gera esperança
E faz da razão motivo. de riso
Tornando o amanhã uma mera vaidade
Que neste presente, não atemoriza
Prostro-me a vida e toda sua formosura
Quão beleza imensurável que desejamos viver
Tenho em mim todos os sonhos do mundo
Por isso, viver não precisa ter um sentido
Porque por amor, a vida nos deixa colher
E a própria vida é a colheita
Porque a chuva nos molha, rega
O calor nos aquece, abraça e somos fortes
Somente o limiar do pensar que nos faz sentir e passa
Mas são nos nossos passos, que alcançamos o arco-íris
É na força do crescimento invisível que criamos o anseio
De querer realizar, sem que seja para nós, mas para todos
Mas para nós que amamos também dividir
Semear um sorriso, colhendo um abraço
Vestir um corpo e aquecer uma alma, não tem preço
E o valor só pode receber quem dá sem nada esperar
Porque o gesto nos ensina, não emociona
Porque a razão não pode criar guerra
Mas gerar o silêncio...
E no escorrer das nossas lágrimas, regamos o coração, terra estranha
E sorrindo nasce impetuoso sol
E então, floresce...
E com as nossas mãos, colhemos depois de tanta luta.