Levanta-te

"Isso tudo aqui é muito lindo ... Mas não sou assim,
sou o que falo quando não penso pra falar."

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domingo, 10 de dezembro de 2017

O mundo é um labirinto sem fim. As ruas darão sempre em outras ruas."

As nuvens não pesam, mas fazem chover ou dá a sombra para todos os viventes. E como tudo o que a terra precisa para dar frutos. Assim não precisamos ter a esperança nas coisas que se vê. Mas nas que se não vêem. Para haver a razão de ser esperança e realizar na paciência."

Quero dizer: As nuvens não pesam e se desfazem. Mas no seu tempo, antes que se desfaça, faz chover ou dá a sombra.

Adornos da alma

Pilares onde o corpo é a tenda da alma
Os olhos o comprimento de todas as medidas
Que de cada pilar faz realizar
E não se esconde a verdade que não fala

Brilha aos olhos que trilha/

Ruínas das ruas por suas vastas larguras
Casas assombradas pelos desejos
Tornando o mundo semelhante aos teus atos
Por dentro se esconde e expõe a estúlticia

Rompe a vida por fora e congela as raízes
Que são arrancadas por cada gesto
E toda palavra mata...
Cria, gerando falsos sentimentos

A ilusão é desfeita/

Diante de toda criatura que se esconde
E o edifício alto ocupa o lugar do sol
As umbrais pesam aos ombros de corpos suspeitos
A vida vai se desfazendo....

Eu sou a semente que também tem mãos
E sabe que vai colher as folhas
E feito nada, recrio a vida e dou sentido
Ao que estava  adormecido

Meus sonhos/.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

"Ab aeterno

"Estando contigo, daqui. De onde estou, ou contigo lá em meus pensamentos. É como florescer em todas as estações."

Não são nos meus poemas que te amo
Ou assim tampouco em cada verso
É na razão do meu silêncio
Que de pouco a pouco ganha vida

E não força/

No instante que faz o tudo nada ser
De ver a luz não natural, em que me encontro
Debaixo de qualquer teto ou separado pelos cômodos
Que eu me acho no teu ser

Pondero corriqueiro o insensato
Venerando a ilha distante a descobrir
Sou ar sombrio para os males
Que ao teu sopro os desfazem

Tu és  meu vento, e sou maré
Tu és a vida, eu sou o sonho
Sou eu a ponte, e tu passagem
E juntos somos realidade.

De toda eternidade,
sempre/ ab aeterno.

A Keile F.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Meu velador

Resplandece como luz
E é feito rasto de estrelas
Areia do mar
Não pode contar
E nem rodovias
Podem medir
Quisera meu velador
Conciliar-me a vida
E ser portanto
Nada demais do além
Desse tom amarelo
De todas as calçadas
Outrossim meu velador
Em absoluta solitude
Em que nada falta
Sou o ápice dos sentidos
Que debruçam as muretas
Caminhando as escadarias
Em que escuridão
Nenhuma assombra
Tanto, quanto o nascimento
De quaisqueres e todo ser
Jaz no meu silêncio profundo
De um lirismo em que
Alma minha sente-se.livre
Meu corpo velador
De olhos que são estrelas
E este velho coração
Em que nada se faz tão novo
Quanto eu e meu velador
Ao despertar...

Refinaria do caos

Os sons das sirenes a alertar o tombar de mais uma vida. Antes contida e cheia de pensamentos, agora só um saco de ossos. O coração que cheio de esperança bate a palpitar se haverá mais um dia a chance de estar de pé entre  destroços. Pedra que cobre a terra, e prédios que ofuscam  a luz do sol. Curvas perigosas estas em que findam pequenas ruas as grandes avenidas, o branco da faixa já manchado pelo óleo feito sangue negro da engrenagem ligeira pelas pontes e rodovias cheias de almas que flutuam sobre homens desalmados e apressados para suas cadeiras que iludem o conforto de seus doce-lares. Pois as outras, são o cansaço das filas que as pernas já velhas e cansadas não podem suportar. Sentam-se as mesas vis de servidão aos erros que não se podem ter emenda e nessa mesa, onde senta os homens a provar do vinho que trás a malícia, a alma distante, deixa além de um corpo uma mente submissa ao resquício de uma faísca qualquer que cai em meio a chuva. A imprudente satisfação dos prazeres transbordante do mercante a castigar lombos deixando o jugo pela sua legalidade. Óh, esse fúnebre olhos atentos ao nada que parece tudo.
"A perfeita ilusão de que o mais importante nos incomoda.  A condução que leva para longe o sentido reverso da realidade."
Se ele ou ela parasse um simples segundo para recolher aquele meado de papéis jogados a calçada, um novo sonho surgiria, a vida agradecida seria e o caos pelas águas correntes da chuva, seria desfeito como todo vento não poderia levar para as entranhas sem saídas. Assim como a morte em sua pressa de passos invisíveis fazendo o homem tropeçar em si mesmo pelos olhos que mesmo abertos não podem sentir as coisas como elas são, mas procuram e querem viver. Refinaria do caos...

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Então seguia ao despojo
De refazer a minha história
Cantei cantigas e fui silêncio
Abandonei às cartas e incendiei a capa
Não as que jogam, mas dispenso
Não a que vestem, mas eu detesto

Pois este amor são os meus lados
Sem rimas ou traços de qualquer descaso
Tu é minha iguaria tão  sonhada
E somos a soma de um só sonho
Porque tu és minha fascinante e bela Infanta.

R elâmpejo de altos montes, desfazendo falsas ilhargas
O scilando tempo e a hora, transformando o momento
S uspendendo as estrelas, fazendo mover as constelações
S empre no ato da existência, ilumina meu exalço ser
A bela infanta que tanto amo, produz em mim, terno prazer
N ada me vale senão teu ser, que tudo abate para exercer
E m tudo quanto antes não havia, realizando a reciprocidade de acreditar e fazer acontecer

"Porque pensar não significa nada quanto existir

(Ad solemnitatem)

Leviano e pouco o sentido quando se para a criar um momento irreal. Aquele que dentro de nós, vai criando uma variação de sentimentos, e isso ocorre justo quando estão os olhos abertos. O efeito de ponderar a reflexão de não ter espelho e sentir como pedaços que se partem dentro de cada um de nós. Causando o impedimento da realidade, a que não vivemos ainda, e este rio, chamado ilusão tende-a nos querer derrubar a ponte onde pairamos para contemplar a paisagem de nós. Seja diante das estrelas ou dos altos picos, onde voam as mais belas aves de rapinas. Revenerando o rípio que preenche as rochas grandes, o ritmo do meu coração a bater desfazendo todas as ondas. Sou vitral da alma, que risível torna-me quase intocável, e tenho a sensação de quase não existir. Sou guarda-vento, sonurno a esperar os átrios que tecem a minha história.
É como sou mudo como este canto mudo, numa terra estranha entre mim e o acaso. Onde no mesmo silêncio mortal resplandece o chiar do vento inóspito e mediante às frestas desta casa sem gente para se sentar do meu lado. Sou também o exterior de mim para realizar todas as afeições do meu interior. Desfazendo paradigmas e desvendando os dogmas justo no ato da minha existência, que não sabe ou pode criar sentimentos periféricos, inventando a felicidade. Porque ela não pode satisfazer o silêncio que deseja o corpo, permitindo que a alma solenemente prove e conheça meu coração, fundando meros pensamentos, construindo a engrenagem invisível para que sejam meus passos inteiramente firmes, para que nunca alcance os falsos confins da prodígia realização dos sentidos mortais.

"O que há de mais belo, não é o que os olhos podem ver. Mas sentir a alma, para silenciar os lábios e calar os pensamentos."

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O homem cresce, não morre, nem envelhece, aprende e no meio do caminho escolhe ser o vento ou ser levado pelo vento. Os sonhos não morrem, são enterrados, porque não carregamos preocupações quando crianças, e no limiar da vida, alcançamos a responsabilidade de ser o melhor para o mundo, e não o melhor do mundo. Nos desprendemos dos seios que um dia nos amamentou e então, decidimos estacionar ou carimbar o passaporte para a estrada que nos levará a realidade do sonho que ontem tivemos. Seria melhor se a matemática não fosse tão complicada para uns como a história.; para outros! Aprendemos pouco a pouco que a liberdade não está em seguir as definições da vida ou tampouco obter conhecimento estudando muito do passado. Basta-nos lembrar que éramos irracionais e o tempo nos proporcionou entender, que hoje crescemos e que as coisas podem e deve serem como eram antes. Não no sentido de ver, mas acreditar que o que foi antes, será hoje e pode se repetir amanhã. A questão de tudo, é não permitir que a direção do mundo e seus enfeites distorçam o sentido que somente a alma possui. Quero dizer; todas as semanas possuem os mesmos nomes, carregam as mesmas horas. E os meses são sempre 12, além de que não se pode haver alteração nas horas que fazem surgir as manhãs e se findam para as tardes quando depois acontecem as noites. Não sabemos de onde vem o vento e nem para onde vai! Mas sabemos pouco de nós, e detestamos os ruídos de nós. Que sabemos das profundezas do oceano? Ou do parque no centro da cidade?
Ainda que tudo se repita, cada dia nos dá a oportunidade de realizar sem repararmos no que está do lado de fora, ou sobre o que estão dizendo! Melhor questionar os governos que não revelam as verdades tuas porque a ilusão de suas mentiras, enganam e faz roubar seu tempo...
Pois o que contamina o homem, não é o que está do lado de fora
É o que sai de dentro dele.

sábado, 2 de dezembro de 2017

"Terra estranha é o meu coração. Mas abrigo seguro é a minha alma."

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

"Todos os tons

São formados pelos teus olhos
Porque neles vejo o caminho
Que devo seguir sem medo
Pois teus passos são luzes

Que me sondam
E nada perde o controle
Lançando toda sorte
Para que nada seja o simples acaso

Mas a certeza de que somos
Juntos todos os tons
Que nos une para florescer
E aquecermo-nos ao longo inverno

Teu ser me inibria
Entorpece para tudo...
O que há e não tem sentido
Senão amar-te!

Para tudo ser e fazer novo
Pois novidade é cada dia
Te buscar e te encontrar
Em meus todos pensamentos.

A Keile F.