20 de julho de 2010

       'Lá e além-do-além'

Meus tempos de naufrágios
Que nem as chuvas derrubaram
Os castelos assombrados, em geada
Noturna tenebra de incensos

No meu quarto, contemplo as memórias,
as luzes de velas... O vento silencioso congela os tormentos
Naufraga-se com ele o tempo já passado
São caminhos sem volta

Já foram vividos...
Adormecidos
Jazem
Imaginário amanhã

Nas copas de folhas verde-da-des
Estala o vento, estaciona-se o tempo
No fio da lua min-guan-te
Risos que se partem ao silêncio

Gardênia de um perfume puro
Como incenso posto a beira da vala
Derrubando nas profundezas adormecidas
Os medos & temores.

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Preciosidade

"A mentira da criança mais inocente, pode fazer o mais astuto entre os homens se mutilar num sentimento ilusório até se rastejar".