12 de julho de 2011

"

As vezes vem aquele grito
Tudo parece fora de sintonia
Esgota-se o momento, e nada parece fruir
Só mais um instante e um grito silenciado

Existe um ombro em que pode chorar
Encontrando uma outra maneira
O corpo treme e você nem mesmo repara
As vozes que incomodam, rumores

Uma menina senta ali sozinha e começa a chorar
O que fizeram? O que eu fiz?
Tenta ajustar uma afinidade com a vida
E a alma começa a expandir-se

De um corpo em movimento,
que move a lua num olhar de estrelas
Dançando num infinito firmamento
Será que esta criança pode me ouvir?

Leis, contradições, tradições e costumes
Falando do pensamento, de outros lugares
Mesmo que longe do fim ...
Aproximando-se devagar das montanhas

"Que de tão distantes eram impossíveis,
Mas que impossíveis possíveis a realizar
Nem se quer um segundo mais
Uma menina senta ali sozinha e começa a sorrir.

//Dedicado a Karol.

Certo de que a poesia existe

E que faz-me viver nestas eiras perdidas das estradas Desnudas da vida de homens quaisqueres de iguais Seres de areias que desfazem ao v...