18 de julho de 2011

"Mil peças de prata."

AH! Quem me dera fosse eu teus lábios
Beijar-te-ia sem o desprezo do gosto
Levar-te-ia para longe de tudo
E tu me ensinarias a sua vida

Me abrace forte, afagando-se com a face

Sobre meu peito a despertar o amor
Até que se queira, acordeis
Aprazindo todas as dores de teu corpo
Posto-te como selo em teu braço

Este amor que é forte como a morte
Sobre teu beijo o gosto do vinho,
Aromático que te colhi em especial
Nem estes rios pode mais afogá-lo

E muitas águas nem o derrubaria
Serei teu muro em fortaleza
E meus peitos serão tuas torres
Além de meus olhos lhes trarei a paz

Será edificada como um palácio,
de prata, que nem ouro pode comprar
Habitas em meu jardim melodia
Sobre estes montes de aroma puro.

Deixe-me compartilhar com você uma memória

Dentro desse sonho, há uma imagem da morte E ela me leva onde há um saco de ossos Em que ali está o meu nome E pelo corredor daquele vale...