21 de abril de 2014

"Onde dorme a criança, penumbram as sombras,
          Mas não a toca, passa em silêncio...
O medo espreita os pesadelos, mas nascem os sonhos.
   Doce canção de ninar, onde vaga a alma

Buscando caminho para vasta luz,
  Que há além-mar, que há além-do-além
Rasteja o silêncio sobre uma penumbra
    Profunda que se parte as frestas das janelas

Nasce uma lua, divindade Eterna, eis um reconhecimento
  Emana a luz de olhos fechados, em silêncio
Respira profundamente e desperta os anjos
 Que harpam ápice de canções...

O vento que sopra devasta o medo,
   E inventa fantasmas sobre os arvoredos
De um jardim florido, que ao despertar do dia
Ela sempre cresce e caminha sem a escuridão."

Quis escrever nas noites mais frias e longas das quais cada um dos meus pensamentos eram naufrágios. Mas não fui permitido a escrever com pe...