8 de outubro de 2014

     Dormir, dormir e se quer sonhar,
Saber em que estação parar ...
Junto a uma canção de ninar,
Que dorme a criança,
Sem nunca se incomodar,
Não trazer as sensações de vida
Que nos ponha sobre os abismos
Em que nos vemos só e mudos
Pois vagam os pensamentos,
Tenta nos achar, só palpita o coração
Que parece querer parar, abandonar
Tudo quanto apenas parece ser
O que se realiza, enfim?
O que me torna eterno senão o presente?
Quem dera hoje e sempre
Fosse como antes, sendo eu criança
Desprovida dos malefícios e tragédias humanas mortais
Sei que não são meras coincidência,
Me aflige, sinto aquele palpitar descer
Devastando os sentidos, e torno-me imóvel
Um cômodo frio, um reino gélido
Que me toma por sentimentos surreais
Deslizo sobre os meados sonhos
Que me consomem, pouco á pouco
O vazio que trás o silêncio pacifíco
Parece querer me estacionar, me afasto
Dos abissais pensamentos, sei que não é hora
Sem fuga, sem perdão, sem vida, sem brilho...
São estes murais sobre os horizontes
Que escapam ao profundo dos meus olhos ...

Nós que confiamos em Deus, sabemos que não é  porque podemos uma ou outra coisa que a vida se realiza ou está realizada, mas é na superiorid...