27 de outubro de 2014

Sombras de um olhar cadente,
Prostado sobre o alto monte
Que visa o mais belo luar
Lúcido de estrelas que dançam

O olhar pairo entre as nuvens
Que navegam e detratam os sonhos
Pois a noite sem sonho
E a sonho sem que haja sono

Um briljo envolta da escuridão
Trazendo a verdade que vela a vida
Que de inteira se faz em partes
As vezes quebra e vem o tempo

Fragmentos de um segundo que desvenda
O mistério além das ondas do mar
Que de cheio jamais se entorpece
Só esconde e leva teus segredos

Para além do alcance qualquer
Olhos que buscam, desejos que alcançam
Navego assim sem medo,
Pois creio em mim, antes dos homens."

Quis escrever nas noites mais frias e longas das quais cada um dos meus pensamentos eram naufrágios. Mas não fui permitido a escrever com pe...