11 de dezembro de 2014

"O silêncio da noite...

Oh! Quão estranha noite
Em todo o seu silêncio
Aqui e acolá o tempo passa
E alumia sua lua minha
Janela quê ainda baixa
Tudo me faz ver ao alto
Grandes e inalcançáveis estrelas
Que se supoem além-do-além
Terno silêncio que quebra a realidade
Aqui e todos os meus passos
Como se pequenos que saltam amarelinha,
Quanto na esquina ronda a morte,
Que nem áquela alta câmera vigia...
E o relógio lá do outro lado
Tiquetaqueiam os seus eventos
E continua a dançar
O vento de sua varanda
Quase não bate o coração
E vai transportando a multidão
Daqui do alto da janela
A vida passa e a lua cresce
Pois cada dia ao seu tempo
E cada tempo seu lugar
No descaminho do acaso
Eu atravesso arremotos
Grandioso mistério é a vida
Que nasce e morre ao mesmo tempo
Que o passado se sufoca
E assim deixado em qualquer porta

            "Sou so o vento
             No momento...
             E o instante
             Deste tempo."

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!