5 de março de 2015

"Desce uma fria brisa, 
Venta e palpita o tempo
Penumbra á noite escura
Onde somente alumia a lua

Oh! Começo sem fim
Estrada sem rumo e cores
Onde se alcança uma visão 
Que desenha as entradas

Uma vida solitária,
Não infeliz, desnuda
Destes males que vagamente
Assolam as entranhas das portas

Que se trancam, hora em hora
E se desprendem as videiras 
De muros altos, e caminham
Buscam finitamente o descobrir

Desce uma brisa estranha
Que transforma o momento
E trás de volta o dia
Que aquece os olhos, engrenam

Sentido da vida em abrir esta janela
E dar o respirar ao jardim, solitário
Que nunca fala, nada pede
Sempre com a mesma visão, suas cores

Que lucidam meu ser em existir 
De dentro para fora, uma alma
Que nunca se perde, se acha
Sobre aquilo que lhes foi perdido."

Quis escrever nas noites mais frias e longas das quais cada um dos meus pensamentos eram naufrágios. Mas não fui permitido a escrever com pe...