Toma sozinho a hora, transforma o que é real
E ganha vida a ciência do nada adormecido
O corpo como um terreno plano, tremulo
Que sente o frio como quem causa o calor
Sobre todas as emoções remotas, montadas
Em um palco chamado vida, rua á rua
Como quem anda despercebido a tudo
Que há em torno de tudo que nada é,
Desfazendo-se do segundo, como quem ama morrer
A Cada um dia como um pedaço qualquer de pano
Que serve para limpar o espelho empoeirado
Reflete olhos profundos e negros, de pensamentos
Descarrilados e ferventes, prestes a manejar
Os ideias solitários, nada toca, nada sente
Feito o vento de folhas verdes que caem no Outono
Adormece e há tormenta, no oscuro inconsciente
Forjado a pesadelos estranhos, que invadem o dia
E sente como cada tempo se fosse, partisse
Sem a dependência do tiquetaquear do relógio velho
Igual dos que pensam falam, inventam, e nada vê os olhos
Só sente a alma, e permanece mais alto que tudo
Não é solitário, é virtude em ser único,
Não mistura, mas sabe das cores,
E caminha em meio a penumbra que é a vida,
Sem se importar com a noite que finda sempre luz
E sabe que caminhar em meio aos destroços, é preciso!
11 de janeiro de 2016
Preciosidade
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