4 de maio de 2016

         Neste limiar, onde finda a tarde
Desce a noite, fria com sua brisa
Expressando os temores mortais,
Onde desejos e paixões, se afogam
Em meio aos medos terrenos
Nada inspira, senão o silêncio
Terno que faz-me desejar-te
De um lado quase Q'intocável
Assombrar-me-ei noite passada ao sonho
Que me levou através deste revés
Onde cada passo teu na areia,
Descaminhava-me para tu, longínqua
Brisa regada ao refinado vinho,
Tão sútil e mortal ...
Em meio as ondas, as constelações
Seguindo o rastro de um perfume
Doce e terno quanto a um sorriso
Pouco a mim desvendado!
Que tanto encanta? Senão o instante apenas.
Uma nota intocável cada pensamento teu
Desnuda-me sobre um intervalo
De mim e onde estou, para te buscar
Neste evento em que nada me vale da realidade
Se não te sonhar como quem acredita
Que nada é distante, e o bastante ainda é pouco,
Sobre cada passo teu dado a areia,
Um horizonte se abre para cada canto que deseja chegar
È quando desperto, que te vejo, saudoso sol
E é quando adormeço, que te busco intocável, Luna.
                   A//Yuri.

"Atenua-se no vasto céu negro antigas estrelas e esplendorosa e formosa lua...

Fazendo mundos surgirem junto a sensação do vento noturno Solstício outono também declama o amor as folhas Onde cada uma delas também...