15 de novembro de 2016

"O espaço entre o tempo, são diferentes de tal forma, que as vezes tudo passa sem que percebemos que nas coisas mais simples, estão as mais impressionantes, não pelo que vemos. Mas pelo que nos faz sentir! Escrevo como quem pensa estar certo, já que nem sempre basta o gesto, pois das palavras, nascem eles. Como os riachos, e as pontes que nos levam as estradas que pretendemos trilhar. Nunca queremos ser nada além de um algo diferente do que tudo diz, nasce uma esperança em meio a chuva que invade a tarde. Porque as conclusões dadas, não nos são caminhos, mas aceitações. Melhor que nós nos entendemos e compassivamente, mostremos que somos o silêncio, quando tudo flui como turbilhões devastadores. Deixe que o vento carregue as folhas, e mostre a trilha a seguir. Sobre qualquer curva enfeitada, engana-se os olhos que desviam da luz que há somente nos altos céus. Navegamos, e vagantes, nos descobrimos forasteiros. E longe de tudo que nos consome, encontramos paz em silenciar os pensamentos, e criar um gesto. Não tinha sol, mas desenhei teu sorriso como um brilho igual.

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!