2 de julho de 2017

Sem reservas, eu me entrego

Estava em meio ao caminho
E mesmo assim me perdi
Como a tradição de pensar no passado
Sem perceber, calei e senti, frio e íngreme

Verdades incompletas
Como os dias incontáveis
E a ponto de nem perceber
Que se foram como 21, não devia deixar ir
Eu precisava continuar, como uma obra

Esperava alguém, imperfeito
De presente, eu ganhei um espelho
Abandonei toda a razão do mundo
Para entrar nessa guerra

Minhas verdades estavam incompletas
Nunca estive certo, precisava concertar
Porque cego estava pelo mundo
Em suas fantasias todas, as paixões

O sol a pino, tornou-se tempestade
Comecei meu universo, colocando-o no lugar
Minha mão se estende, porque eu posso
Não se estica, para apontar, senão o caminho

Alimentei alguns demônios, mas tive de calá-los
E quando busquei alguém perfeito
Vi então seu reflexo em mim,
Sem defeito...


Deixe-me compartilhar com você uma memória

Dentro desse sonho, há uma imagem da morte E ela me leva onde há um saco de ossos Em que ali está o meu nome E pelo corredor daquele vale...