11 de março de 2018

É engraçado como uma partida de baseball pode tirar o sono de uma criança e fazê-la apenas sonhar. E enquanto ela vai sonhando cada jogada no campo perdido de uma breve temporada. Diz: Eu não vou cometer um erro se quer. Na verdade, ela apenas vai perder uma noite de sono. Pela manhã seu amigo vai ligar e perguntar se ele já levantou-se e foi ao jogo. Contudo sua irmã que vai atender ao telefone, vai achar aquela a desculpa nais esfarrapada possível para falar com ela. E essa ideia fixa na mente dela, fará com que ele se arrependa de ter ligado, afinal a notícia que haveria de dar, não seria das melhores. Pois aconteceu algo terrível! Seria preciso encontrá-lo antes de entrar no campo, prepará-lo para o choque. O dono do terreno baldio disse que não deixaria que crianças horríveis e barulhentas jogassem mais ali. Uma placa dizia: "caíam fora".
O garoto pergunta: "o que está acontecendo com o mundo"?  O que havia de errado. Não era tão errado, pois aquele senhor alegava que se alguns deles se machucassem, ele poderia ser processado. Ele na verdade não queria gastar alguns trocados para comprar apenas aqueles merthiolates que colorem o machucado, mas cura e rápido como também antes desinfexiona. Saíram dali, vendo que ao menos o bebedouro improvisado estava ali, um pedaço de pau em forma de estilingue a segurar a ponta da mangueira a gotejar água limpa e fresca. Ainda houve tempo de beber um pouco da água e dar o último suspiro naquele campo perfeito dentro do sonho. Jogar no campo da escola, que nada, não era possível. Somente nos horários das aulas de educação física e também no parque da cidade, gastaria 20 contos. Crianças? Bem, dificilmente elas teriam esse dinheiro para arcar com os custos de uma partida tão sonhada, feito noite a tirar o sono. A notícia já havia se espalhado e o jeito era treinar na base dos primeiros degraus da escada que ficava na entrada da casa. E nisso até a sua própria imaginação estava contra si. A Sally falava que se eles conseguissem um advogado, poderiam conseguir direito ao campo. Ah! Estão vendo só como é dentro da imaginação de uma criança? Até no terreno baldio, mas particular elas sentem que podem ter esse direito. Agora gastava seu tempo jogando a bola naqueles degraus. Essa era a sua única reação. A menina que havia se aproximado dele, chegou  perto e disse: não acredito que você vai reagir apenas desse jeito. Ficar jogando essa bola nos degraus dessa escada. Ele então, disse: que nada poderia fazer! Ela ao dizer que gostava dele, sentiu-se estranho àquelas palavras: Eu sempre gostei de você. Mas não sei se você poderá amar alguém como eu amo. Ainda mais eu, que uso esses óculos. Eu vou ir e deixar você em paz. E a cena foi encerrada por um leve tilintar de timidez infantil. Ela agora andava com o ressentimento de um pensamento suspenso que dizia: "acho que a coisa mais tola que há, é falar do amor assim tão abertamente. No outro dia os dois amigos se encontraram na ponte onde por debaixo passava um pequeno córrego de águas rasas e limpas. Um agente imobiliário havia comprado do proibidor e depois disso, vendeu por outro valor a um outro time da outra cidade. E eles haviam liberado o campo para que eles pudessem jogar. E depois disso, desde que haviam recuperado o campo, aquele amor contido a timidez, havia sido esquecido. Ela não lamentava, porque ao invés do coração partido, ele estava acelerado. Ele dizia que estar em cima daquele monte, o tornava especial e ninguém poderia o deter. A irmã dele dizia que ele andava todo errado, que seus pés rastejavam e seus braços, balançavam para o lado errado. Agora ele pensava que rastejar, era começar tudo do início...
Seguiam todos para um acampamento dentro de um ônibus amarelo e preto. Todos sabiam que a comida do campo era boa. O lago, as árvores o céu. O kit de primeiros socorros e a lancheira serviam para proteger dos insultos dos meninos, isso ao menos para as meninas. As coisas aconteciam sempre assim, de um dia para o outro e de um tempo curto para tudo quanto poderia acontecer. 

Narramos o amor porque o vivemos
Sentimos o amor, porque o queremos ser
Sem a cicuta, sabendo que tudo tem a sua hora
Tirar uma foto, para mostrar a companhia
Sem debochar dos maus presságios que são sentimentos
Adversos/
Porque tudo passará, menos a história que construímos
Para que ela exista para sempre
As trufas não mordem, e custam caro por serem raras
Não as que fazem, mas a que está na raiz do fundo
O cão caça com o faro, o homem recolhe com a mão
Então, deixamos de ser para existir
Fluimos feito fonte de água doce
Que mãos humanas nunca encontram
Porque os olhos não buscam.

Eu não sonho pela mão de outrem
Eu sou o poetaa

Os demônios

Os demônios A penumbra da madrugada fria Onde estreitos eixos se debatem Como um finíssimo aço na mata que se propaga Um saco de ossos v...