13 de março de 2018

Esse horizonte, ah esse horizonte

Ando com ele na contra mão das estações
É tão central que em meio ao frio eu ando
E percebo que antes eu corria, hoje aprendi a esperar

Tudo continua sendo dali, de onde vejo
Porque todas as cores a isto pertence
Eu sem motivo a desenhar esse horizonte
Em meio ao silêncio da minha alma

Posso sempre durar e ser para sempre
Porque o amor não é colina nem lua
Tampouco sol ou estrelas, o amor...
Ah, o amor, ele é invisível, é a semente

Que sustenta tudo que há em mim
Colinas somem, montes se movem
Sempre iguais se desfazem e fazem barulho
Formam o caos pelas mãos de homens

Mas o amor, bem, ele permanece
Ele é o verdadeiro sentido da vida
E quando parece abalar, tudo se desfaz
Porque o amor, ele não tem cor e nem medida

Tampouco tamanho ou altura/
O amor é tudo, e isso basta.

Essas sensações que me surgem e me tomam por suas cores invisíveis e de finitudes indomáveis. Me fazem saber que estou no caminho certo, não...