7 de março de 2018

Eu via nevar enquanto garoava madrugada adentro.

O frio inóspito aquecido pelo fogo que sustentava toda flora escura.

Estava sucumbido a realidade enquanto pássaros e bichos noturnos murmuravam a mutação terrena.

Quando adormeci, adentrei os portões do invisível.

E sobre excelente grandeza ressuscitei um sonho dentro dos mortos.

As águas e as copas das árvores chiavam.

Junto ao vento o frio...
Junto ao fogo o sono...

E ali eu tive um sonho
E despertei pra vida!

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!