14 de junho de 2018

O bastante nunca será o suficiente

Chegam as estações
Se renovam as cores
Como caem as flores
E se vem vento, leva pensares

E nos movemos como nuvens
Que se movem e desfazem
Porque somos também a imagem
Do que vê nós o simplório céu

Quem dera transformar a imagem
Cega, surda e muda
Em afeições dos poemas mais lindos
A quem sonhamos querer

Mas há nisso afeição, acreditar e deixar ser
A vida na sua magnitude e dimensão
Tudo o que ela é, som, vida e todas as estações
E então, somos nós os transformadores.

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!