29 de dezembro de 2009

    ─ Era caminho para um lugar.
Lá. Poderia ser sua casa
Havia um horizonte vasto. Radiante pelas estrelas.
Mas era ainda distante, se ouvia o rutilar dos ventos.
Era fio de aranha em seus pensamentos
Noite fria, e havia também sereno
Protegido pelas janelas
Entre elas, as grades de ferro
Até as luzes das casas ao longe parecia-se
estrelas...
Queria seu quarto
Onde iria pairar para ver a lua minguante
No meio do caminho, notou que estava apenas em palavras
E lá
Nestas palavras o olhar entorpecido estava a quase a escutá-lo.

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!