21 de dezembro de 2009

    "─ Lembra-se do sonho que o fez querer realizar? Ou de um pesadelo que o acalentou em uma terna escuridão? Sobre o silêncio de suas palavras e alegria, passava a afugentar-te da realidade. Trazendo as lágrimas que serviam apenas para lhe afogar. Teria você morrido, ou vivido agora? Almas serenas, não se misturam ao que se chama de maligno. Desde que parte seu pensamento, será feito dele sua vontade. Só assim para que seus sorrisos não ornamente ao falso. Ilusões, que estas o devorariam no futuro, pois não saberia onde encontrar a elas soluções.
Suas emoções, te equilibram ao absoluto. E quantas vezes sentiu vontade de chorar? Como se sua vida tivesse sido desperdiçado ao pó. Por tuas certezas, nunca mais voltar ao que era antes. Já foi tudo consumado, são sínteses fabricados por teus pensamentos antigos. Cujo o que não viu te cegou. Se quer se desfazer destas coisas que não irá mais alcançar. Seria apenas não se lamentar por suas metamorfoses. Seria trair com absoluta certeza sua fase de evolução."

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!