1 de janeiro de 2010

     "O poeta, e as lágrimas...



De um lado, o tempo era apenas de puro demasio, nublado as nuvens pesadas carregavam uma fraca fragrância. A garôa caía fina, molhava as flores. E o vento soprava, arrastando as folhas, por algum lugar. Talvez houvesse a possibilidade de dizer que do outro lado. Chovia, e a mulher chorava. Ela temia por envelhecer, mas deixava que suas lágrimas corressem porque podia se lembrar da dor que sentia. Pensava em desistir, errar mais do que errou para se encontrar. "Quase não acreditei, pensei que não teria se quer um motivo para relatar os meus pensamentos, para divagar os dela."
Suas lágrimas se tornaram brilho de um poesia, e as letras capazes de mostrar que nada mais seria igual. Ela saiu sem despedir, e voltou para impedir que sentisse falta. Sem tempo de se despedir pela segunda vez. Chovia agora dos dois lados, e havia a ânsia do reencontro. Se isso não fosse real, não estaria escrito. Os pensamentos que ele tinha, a traria de volta. Os pensamentos que ela tinha, se realizariam.
        O poeta e as lágrimas de uma mulher...

Deixe-me compartilhar com você uma memória

Dentro desse sonho, há uma imagem da morte E ela me leva onde há um saco de ossos Em que ali está o meu nome E pelo corredor daquele vale...