4 de agosto de 2010

Rosas de rendas
Rouxinóis que brilham
Paradoxos de ventanias
Cantam rouxinóis

Candeias sem luzes
As janelas entreabertas
Esgueira-se o olhar tímido
Pantanal de sombras claras

Tempo ártico de friagens
Naufraga-se os antigos
Congelando todos os tormentos
A primavera (a rodear)

Uma flor-da-noite
Encantados campo-de-lís
Inconcebível recostar a janela
Adormecida como uma semente.


Quis escrever nas noites mais frias e longas das quais cada um dos meus pensamentos eram naufrágios. Mas não fui permitido a escrever com pe...