27 de novembro de 2012

È porque tudo simplesmente,
ainda não é nada...
Tudo isso passa, como sempre
Mas este vento volta, carrega

Trás o mesmo perfume da noite,
Que transborda meus sonhos
como se um cismo do mar
Que esconde seus milhares segredos

Um espaço vago, imenso, perdido
Escuro, frio e profundo...
         "Temido, esquecido, longínquo...
Tão longe, aproxima-se aqui

    "Num cais rochoso, tão belo
que quase nunca se acham
De folhas que se partem a cada passo,
Como se um labirinto de trilhas surreais

Que o destino é indefinível,
      "Como se um espelho ao lago
Que se vê só de perto,
      "E quando longe, nada é, nada se vê."

Quis escrever nas noites mais frias e longas das quais cada um dos meus pensamentos eram naufrágios. Mas não fui permitido a escrever com pe...