27 de novembro de 2013

"Alcançava sutilmente a escuridão
Ouvia-se os gritos em meio a flora escura
Onde o medo se espreitava por entre os galhos
O que corria além dos sentidos?

O som do vento cortante como a navalha
Que dissipava o ar denso de escuridão
Porque ela o levava ali?  Gruta escura e fria
Frio obscuro de arrepiar as espinha

Pés descalços sobre um campo mórbido
Flores noturnas sobre solstício de uma longa madrugada
Infinito firmamento  de estrelas perdidas
O que alcança seus passos? Silhueta sombria

Abismos que assolam os sonhos,
Trás a alma ao pesadelo profundo
Onde a realidade se curva a imaginação
E os pássaros noturnos cantam uma história

                                      Palpita o vento que sopra do norte
                                          E trás as folhas de outono"

"É como se uma máquina de ferro fundido tivesse passado por cima de mim, em cima do meu corpo. Porém, ainda não havendo força e vontade...