Desliza nuvens
E o tempo,
Por nós passa
Feito o vento
Rompemos o instante
Com um breve pensamento
O que queremos?
Pelo que nós somos?
Que merecemos?
Se quase nunca
Nada fazemos a regar a flor
Que distante, nem notamos
E quando perto
Assim, estamos
Pisamos, sem pudores
Que o olhar ao invés do gesto ...
Nos traga a razão
De também nos transformarmos
Em tão simples vaso,
Que se quebrado
Seja ele novamente
Refeito, caco a caco
Posto a semear os pensamentos,
Os pedaços vitrais
Assim, como nuvens
Se desfazem, deslizam
Façamos de nós, um amanhecer
O poente de um cais emaranhado ao mar.
25 de março de 2016
Preciosidade
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De repente a chuva De repente o sol De repente o frio De repente tu... Que navega mares de bens E divaga ventos inóspitos Dá sentido a isso...