17 de dezembro de 2016

Uma onda, leve onda de um vento
Solstício, que percorre este campo
Vasto, onde me perco, e acho o que se perdeu
Nada em mim, é segredo, mas sou mistério
 
Estranho este modo que vejo isso passar
E passa por mim, uma borboleta
Verde, lilás, em vida sem flores
Pousa, mas logo parte feito o vento
 
Que em mim veio, mas se foi também
Como venho e me desfaço,
Um rio que corre, vagamente em meus pensares
Que desenham um mundo, silencioso
 
Distante e alto destes muros, que cerca tudo
Tudo como pessoas, a fingirem os sentimentos
Me despeço e canto feito um pássaro,
Em poucos versos, que fazem canção
 
Não desse amor, que paira sozinho
Fingido e sem sentido,
Mas por este coração, que mais sente
Do que fala, e assim, vive plenamente,

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!