22 de dezembro de 2016

Incrível esta paragem do tempo,
Em meio a este silêncio, e falas
Em meu coração, que se quer tem palavras
Uma mera demonstração, teu olhar

Ouço teu fluir, dizendo me amar
Deito-me ao teu peito, e me silencio
E todos os medos se partem
E vem teu coração falar ao meu

Acalmando minha tempestade interior
Não, a alma não se agita, e nem quer atenção 
Destas coisas que me fazem duvidar, te espero
Diante destes rochedos, que findam a noite

Não te quero feliz como este regaço de flores
Mas triste, para eu te ver, te notar
 E interiormente conhecer-te, sem notas
Sem dúvidas destes turbilhões

Deixe-me quebrar estes rochedos
Que te assustam, e me deixa te ver pelos defeitos
E deixa-me silenciar o mundo em ver-te só,
Para minha ser, e me realiza, sem te conhecer!

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!