7 de janeiro de 2017

"Não compreendo bem, o que se esconde
Sobre este olhar trespassados aos teus fios de cabelos
Que tão seus, movem teu sorriso para dentro
Uma sensação estranha, sobre uma imagem muda
 
Que me toma por um segundo, e cria um momento
Que me perco a escrever versos incontidos,
Reverso ao instante, que nada havia, desce
Fria brisa em meio aos pensares, que dissolvem o silêncio
 
E transforma o ruído em canção
Faz do tempo o campo
Onde me deito a pensar
Se te escrevo ou só te vejo
 
Mas daqui d'onde estou, não é possível me conter
Sobre cada linha que desce e dá forma
A vida, como ele é, assim tua imagem muda
Cria e ganha vida em mim, não por ousadia
 
Ou se quer atrevimento, mas com uma razão
De quê o que  chega, chega sempre por alguma outra razão
As vezes permanece, entre outras se esvai,
Mas faz-nos entender, que somos um vento a soprar
 
Que em tudo toca,
Mas que assim,
E em nada fica."

Quis escrever nas noites mais frias e longas das quais cada um dos meus pensamentos eram naufrágios. Mas não fui permitido a escrever com pe...