Há um som refinado, que vem de dentro
Que abre a porta, e nos faz navegar
Rodamoinhos que aos olhos nos transportam
Para os ramos das aldeias, onde respira a alma
O corpo reinando sobre os medos e temores
E se abrem as janelas e desfazem as têmporas
Vagueando por entre as colinas do inferno
Onde multidões são todos desertos
Tarde fria e sem brilho...
E rodam as nuvens e se desfazem
Clamando os ventos a tua chegada
E repentinamente sobre as indas e vindas
Me refazendo as malas e deixo-me a embarcar
Navegando e e conduzido pelas estrelas, sem paixões
E sem razões, e não há guerra
E nem corpo mutilado, sem destino certo
Dormindo o futuro, desenhando o presente
Que divido com ela, morada de meus sonhos
Som das águas tranquilas, afrontando as marés
E ultrapassa as linhas que me dividem
Me torno inteiro em amar-te
Farol absoluto de um inteiro mar
Que não são ilhas e nem abandonos
Vagueio sobre mim de vento e popa
E sobre este vento, direciono as bandeiras
Que são teus olhos e porta e janela
E junto vou ao teu Elixir do sonho de ti
Distante para realizar, o reverso de falar e sentir, e então...
"VIVER."
…A Rossane Sales
19 de julho de 2017
O elixir do sonho
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