Suspeito minha quimera e sonho
Ao relógio que não faz tic e nem tac,
Tornando-me a suspeita do meu crime
Deixando suspenso o que verdadeiramente sinto e busco
Nada encontro senão a consciência perdida
A engrenagem do relógio, me investiga
Como único suspeito de mim, reverso
O fogo, a água e um leve tilintar
Como taças que se quebram
Refazendo giros de ventos ao espaço
Século de um mastro perdido
E direções suspensas as cordas
Que se queimam pelas razões
De guerras que confinam fins sem fundamentos
E todo profundo mar ganha força
Muito sabem de nada, e vagam as estações
Como mortais de trilhos fixados
Que tornam a carregar, nada além. disso
E todo oceano ganha vida, sensível onda
Marítima que em mim, faz sentir
Esta passagem, breve, mas titânica
Definhando meu ser, intocável e inconfundível
Me tornando um significado oculto
Entre os muros e sonhos que devastam
Meu íntimo ser que nada é senão uma horda
De notas que pairam e flutuam
A buscar o ninho, como o leito de sua origem
Durmo e sei que me zelam anjos
Invisíveis que pavilham minha alma, e transformam meu existir...
14 de agosto de 2017
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