14 de novembro de 2017

Chego e apenas me deito...

Em teus seios e conversamos
Quando de nada sabemos lá de fora
Passa por aqui o doce aroma dos lírios
Que se vestem de uma história
Que nos faz dormir na eternidade
E o tom de sua voz é música
Enquanto tudo acontece e passa lá fora
Nosso tempo para e descansamos
Sem a preocupação do amanhã que chega hoje...
A edição desse prefácio colorido
Sem letras que matam o sentido da verdade
E faz-nos ficar a sós
Sem nunca sermos corridos
E na alta madrugada sonhamos distantes
Dos barulhos das máquinas
E dos conselhos dos ventos
Que para lugar nenhum leva
E realizamos na espera
Conquistando o tempo e o espaço
Para todas as coisas que são nossas
Que nos outros, não cabe...
E voamos sobre o mar
Sobre as asas que não pesam uma pena
Realizamos a história de não escrever
Mas viver o que não podem os outros, nos faz sentir
E nos perdemos pelas ruas e avenidas cheias
Para nos achar o silêncio e calmaria
Que andam na contra mão das engrenagens fantasmagóricas...

Quis escrever nas noites mais frias e longas das quais cada um dos meus pensamentos eram naufrágios. Mas não fui permitido a escrever com pe...