19 de janeiro de 2018

O tom do pensamento imperfeito. O sentido do inverso

O tom do pensamento imperfeito. O sentido do inverso

Em meio ao silêncio, desfaz a insensatez
Que em mim, não tem sentido algum
Me pergunto se a vida deve ter algum sentido!
Mas paro, não penso, reflito...

E tudo começa a fruir como uma canção
Que entoa dentro de mim, faz nascer
Porque antes houve menos sentido
E se não fosse as nuvens a cobrir o sol,

Eu não descansaria á sombra/

Tornei-me a ser o sentido oculto
Onde habita parte da minha solidão
E sentei-me a pedra muda em meio a relva
Há sentido nos orvalho que descem ás folhas?

Foi na passagem entre o invisível e o real
Que descobri que não somos nada além do que pensam
Mas em nós achamos mais do que um sentido
Encontramos a vida em solicitude

E o tempo passa, e vamos além
De qualquer simples ou mera realidade
Porque somos um mundo, e pensamentos riachos
E a imaginação a fonte das cachoeiras

E cada paisagem, é tudo no que sonhamos em viver...

Sua voz... Quanta ternura num só ser, Mas por hoje! Almejo sonhar no teu sono E no limiar do teu descanso Repousar em teus seios!