21 de janeiro de 2018

Perpétuos assobios

Que sopram árvores plantadas nos ribeiros
Que nunca receiam do calor quando ele chega
Conhece enganoso e perverso coração
Quem o conhecerá, senão a alma?

Imaginações dentro de pensamentos a esquadrinhar, mas o quê?
Se tudo que vejo não é esperança, porque vejo!
Não seja por espanto o inóspito invisível

Incensos louvam a noite enluarada e minguante
De ondas marítimas e secretas que navegam
E o vento louva com seu assobio
Palácio de espectros de luzes, confim terrestre

Dos que fazem da terra objeto
Faz nascer enfim, perpétuo assobio
Que faz passar pelo mundo e espanta e atemoriza
Vento Oriental faz surgir no raio de luz,  a queda do homem

Triste sepultura este ato de presumir
E se consuma o tempo que lentamente envelhece
Onde transborda o coração em esperança
E tudo afoga, sem que o assobio possa novamente passar.

( Não se deve caminhar segundo às imaginações, mas segundo, onde os passos precisam chegar. Porque o mau coração é uma terra desejosa das coisas que se vê. A vida ensina que melhor é criar, transformar. )

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